ANO: 26 | Nº: 6588

Fernando Risch

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Escritor
18/07/2020 Fernando Risch (Opinião)

Futebol


Estou com saudades do futebol. Volta e meia me pensando e recordo de várias partidas nas quais estive in loco. Penso nos jogos do Grêmio Bagé, às vezes vazios, às vezes cheios. Com casa cheia, em muitas ocasiões, há milhares de pessoas. Encontro centenas de conhecidos e penso que talvez toda cidade esteja ali no Pedra Moura, mas não estão, o público não é suficiente. Mil, dois mil.

Então vou além, penso no velho Olímpico. Meu primeiro jogo, contra o Paraná Clube, em 2006. Havia 40.639 torcedores, eu era um deles. Mas ainda não é suficiente. Vou pensar além, do último jogo do estádio, um Grenal que acabou num 0 a 0 sem graça. Éramos 46.209 pessoas. Mas ainda não chega perto do necessário.

Vou pensar na Arena, lá deve ter um jogo melhor. Teve a abertura, contra o Hamburgo. Foram 51.901 seres humanos, eu entre eles, mas também não chega perto do que precisamos. Ah, recentemente teve a final da Libertadores, contra o Lanus, em 2017. Eu e minha esposa estávamos lá, dentre 55.188 comprovantes de pessoa física. Mas ainda não basta.

Bom, estou com saudades do futebol. Não preciso só pensar em um jogo o qual fui. Deixe eu ver... Vamos pegar a final da Copa do Mundo de 2014, entre Argentina e Alemanha, em pleno Brasil. Naquela ocasião, 74.738 almas se aglomeraram no Maracanã para ver Mário Göetze fazer o gol do título. Opa, acho que estamos perto, mas ainda falta um pouco.

Quem sabe a última final de Copa? Acho que pode servir. A partida entre França e Croácia foi assistida por 78.011 vítimas, amantes de futebol. Pronto, aí está. Acho que chegamos no público certo.

É basicamente isso, uma final de Copa do Mundo, com um Pedra Moura lotado por dia.

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