ANO: 26 | Nº: 6555
01/08/2020 Cidade

Bolsonaro recebe pedido por curso de Medicina para a Urcamp

Foto: Vitor Garcia/Especial JM

“É a retomada com o entendimento e a vontade do presidente”, frisou o prefeito, ao encaminhar solicitação
“É a retomada com o entendimento e a vontade do presidente”, frisou o prefeito, ao encaminhar solicitação

Ao longo de sua agenda, na sexta-feira, dia 31, em Bagé, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, reservou um tempo para o recebimento de uma proposta que, se concretizada, poderá representar uma das notícias mais positivas dos últimos anos para o Ensino Superior da Rainha da Fronteira.

Enquanto participava do ato simbólico de entrega de quatro conjuntos habitacionais erguidos no município, o presidente recebeu, das mãos do prefeito de Bagé, Divaldo Lara, e da coordenadora do curso de Agronomia da Urcamp, Elianinha Silveira, que no ato representou a reitora Lia Maria Herzer Quintana, um pedido para autorizar a Instituição de Ensino Superior à pleitear, junto ao Ministério da Educação, a implantação da graduação de Medicina.

O documento, assinado por Divaldo e por Lia, além de citar “a importância, necessidade, viabilidade e capacidade deste Município de Bagé, através desta Instituição de Ensino Superior, para abertura/autorização do Curso de Medicina pelo Centro Universitário da Região da Campanha – Urcamp”, menciona que está previsto, concomitantemente, “a implantação e operacionalização do Hospital da Criança”.

No texto dirigido a Bolsonaro, é relatado que, “em razão do preconizado na Lei n.º 12.871, de 2013, mais precisamente de seu artigo 3º, tratando-se de instituição de educação superior privada, a FAT/URCAMP está impedida de ofertar o curso de graduação em Medicina, visto que está vedado às ICES (Instituições Comunitárias de Ensiso Superior), inclusive, requerer/solicitar/pedir junto ao MEC a autorização para oferta do curso referido”. Por outro lado, é frisado que “o Município de Bagé juntamente com a Urcamp, mantida pela Fundação Attila Taborda, propõe, inclusive, a apresentar Projeto básico orientando processo de organização, implantação e operacionalização do Hospital da Criança no nosso município, entendido neste contexto como uma oportunidade social e assistencial capaz de contribuir significativamente com a missão e o desafio de qualificar o atendimento prestado pelo SUS em Bagé”.  Ou seja, a mobilização visa garantir que a Instituição possa pleitear a implantação do curso.

O ofício afirma, desse modo, que “requer-se que a União envide esforços para permitir que a Urcamp possa requerer autorização para o curso de graduação em Medicina diretamente ao MEC, independentemente de chamamento público, determinando-se que o órgão público observa a autonomia acadêmica universitária, nos termos da fundamentação deste pedido”.

Articulação conjunta

As tratativas entre Prefeitura e Urcamp, para Bagé ser contemplada com a graduação de Medicina vem de longa data. Ano passado, por exemplo, Divaldo e Lia haviam protocolado um pedido de habilitação do município junto ao Ministério de Educação.

Tal articulação, na prática, reativava uma tratativa aventada há pouco mais de cinco anos e que, neste momento, ganha novo fôlego. Agora, a ideia, conforme o prefeito, é aproveitar o momento político favorável e a disponibilidade da Urcamp em receber a graduação para garantir que a empreitada atinja seu objetivo. “É a retomada com o entendimento e a vontade do presidente”, frisou o prefeito.

Segundo Divaldo, logo após encaminhar o documento ao presidente, o mesmo já solicitou providências junto à sua assessoria. “Ele me perguntou se já havia hospital disponível. E isso há, não precisa construir, o que facilita muito neste processo”, avaliou ao frisar que, a partir de agora, a luta será para vencer questões técnicas, como algumas normativas existentes. “Tenho confiança de que tudo dará certo, o presidente entendeu a importância da região ter um curso de Medicina”, reiterou.

Para a reitora da Urcamp, a meta com a implantação de Medicina, em Bagé, é contribuir com o desenvolvimento regional. “Juntando todo este ecossistema, um serviço completo de tratamento, os dois hospitais parceiros para o curso de Medicina, vai mudar o perfil da nossa cidade”, sustenta.

 

 

 

 

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