ANO: 26 | Nº: 6590
05/09/2020 Segurança

Investigação contra o tráfico, em Dom Pedrito, resulta em mais de 50 prisões

Foto: Márcio Trojahn/Qwerty Portal de Notícias

Helicóptero foi utilizado durante cumprimento de mandados
Helicóptero foi utilizado durante cumprimento de mandados

Nesta sexta-feira, dia 4, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, coordenada pelo delegado André de Matos Mendes, pela Chefe de Polícia, Nadine Anflor, e pelo delegado regional, Luis Eduardo Benites, mobilizou equipes ao desencadear a “Operação Sicário”, em Dom Pedrito. Um efetivo global de 400 policiais cumpriu um total de 64 mandados de busca e apreensão e 36 mandados de prisão preventiva, além dos 24 bloqueios de contas bancárias, ou seja, um total de 124 ordens judiciais.

Ao longo do dia, foram cumpridos 36 mandados de prisão preventiva, dos quais 32 pessoas foram presas, além de 10 suspeitos detidos em flagrante. Também, outros nove foram presos ao longo da investigação, desde outubro de 2019, destacou o delegado André de Matos Mendes. "Também apreendemos oito armas, drogas, entre crack, cocaína e maconha, e dinheiro em espécie, que ainda não contabilizamos", completou.

A operação, uma das maiores desencadeadas historicamente no interior do Rio Grande do Sul, teve como objetivo desmantelar uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas, instalada na cidade de Dom Pedrito. O trabalho, segundo divulgado, apurou que o grupo era comandado por um detento, oriundo da Capital da Paz, atualmente recolhido à Penitenciária de Charqueadas.

De acordo com as investigações, o líder da organização conta com um grande aparato financeiro, dezenas de associados e logística para comandar o grupo mesmo de dentro do cárcere. O grupo, com atuação disseminada por toda a cidade, atuava, de acordo com a Polícia Civil, principalmente no tráfico de drogas, mas também é investigado por planejar e executar crimes de roubo, praticados contra empresários locais (óticas, lotéricas e residências), com objetivo de angariar recursos de forma rápida, valores utilizados para capitalizar a associação.

Dentre os gerentes do grupo, estaria a companheira do líder da associação criminosa, que além de ser responsável por gerenciar recursos financeiros, através de movimentações bancárias, também participaria ativamente na distribuição da droga e introdução de entorpecentes no Presídio de Dom Pedrito, onde o marido estava preso, anteriormente, e lideraria uma das galerias.

A PC divulgou, ainda, que foram identificadas 24 contas bancárias, em instituições financeiras diversas, através das quais a associação realizava o recebimento e o pagamento dos valores referentes ao tráfico de drogas. A Polícia representou pelo bloqueio das contas, medida que será cumprida em concomitância às demais ordens judiciais. Ao longo das investigações, foram realizadas prisões em flagrante, bem como foram cumpridas prisões preventivas, inclusive do líder da associação criminosa, além de apreensões de drogas, com o intuito de conferir materialidade delitiva e indícios de autoria aos delitos investigados, de modo que provas robustas sejam juntadas aos autos.

A investigação recebeu o nome de “Operação Sicário” (sedento de sangue, sanguinário, cruel, assassino pago, malfeitor, facínora) em razão da frieza e facilidade com a qual o líder da associação criminosa ordenava o cometimento de crimes de homicídio, sempre em torno do tráfico de drogas, impondo medo na comunidade em que inseridos os investigados.

Chefia de Polícia

A delegada Nadine Anflor, chefe de Polícia Civil do Rio Grande do Sul, destacou, em coletiva de imprensa, transmitida em rede social, que a ação foi muito importante e que a administração estava fiscalizando e acompanhando os trabalhos. Ela aproveitou a ação para dar as boas-vindas ao delegado Guilherme Fagundes Nunes, que assumiu a DP de Dom Pedrito e agradecer o trabalho prestado do delegado André de Matos Mendes. “A Polícia Civil, em seis meses de pandemia, entregou ao poder judiciário 170 mil inquéritos e indiciou 99 mil pessoas, um trabalho de elucidação de excelência no Estado”, exaltou.

Outra informação que a chefe da Polícia Civil repassou é que, em outubro, mais três agentes devem ser designados para a Capital da Paz, para auxiliar no combate à criminalidade.

Por sua vez, o delegado André de Matos Mendes agradeceu o trabalho da equipe e repassou informações ao novo titular da DP. “Temos uma equipe de policiais excelente. Destaco a atuação do chefe das investigações, inspetor Lauro Telles, que foi primordial para a operação e também para diversos inquéritos e ações que a polícia fez e seguirá fazendo”, declarou.

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