ANO: 26 | Nº: 6590
12/09/2020 Segurança

Feminicídios caem 50% em agosto no RS

O Rio Grande do Sul teve, em agosto, uma nova redução dos assassinatos de mulheres por motivo de gênero. Os feminicídios caíram pela metade, de oito vítimas em 2019 para quatro neste ano. É o quarto mês consecutivo de retração neste que é o principal indicador de violência contra a mulher.
Com isso, foi ampliada a diminuição no acumulado desde janeiro, que chegou a estar em alta no primeiro semestre, mas teve a curva revertida em julho. Agora, a soma em oito meses é 57 feminicídios, 10% a menos do que os 63 do mesmo período no ano anterior. Os dados fazem parte dos indicadores criminais do Estado, divulgados na sexta-feira (11/9) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
“As forças de segurança, obviamente, sempre atuam perseguindo a meta de que nenhuma família gaúcha sofra a perda de uma vida. E a violência contra a mulher é uma chaga que ainda persiste em nossa sociedade, mas é também incontestável o avanço obtido a partir das diversas medidas que adotamos especificamente para esse enfrentamento. A redução que os indicadores comprovam agora é resultado desse foco e, principalmente, do trabalho abnegado e de excelência dos homens e mulheres das instituições vinculadas à SSP, que diariamente estão na linha de frente das ações de prevenção, acolhimento das vítimas e repressão aos agressores”, comentou o vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior.
No início de agosto, quando se completaram 14 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), o governo lançou o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. O colegiado, criado por decreto assinado pelo governador Eduardo Leite, se insere nas estratégias do Programa RS Seguro, e já nasce com tarefa estruturada, o Projeto Agregador. A iniciativa reúne o trabalho dos três Poderes, de 16 instituições das esferas municipal e estadual, além de nove secretarias de Estado. De 11 subprojetos elaborados a partir dos desafios identificados, cinco foram priorizados para início imediato. O primeiro foi concretizado com a instituição do Comitê.

Mais dados
Em agosto, as tentativas de assassinato por motivo de gênero passaram de 27 para 26 (-3,7%). Ameaças caíram de 3.004 para 2.551 (-15,1%), lesão corporal de 1.460 para 1.359 (-6,9%), estupros de 156 para 125 (-19,9%) e tentativas de feminicídio de 27 para 26 (-3,7%).
Na soma dos oito meses, feminicídios tentados acumulam queda de 7,8% frente a igual período do ano passado, baixando de 232 para 214 vítimas. Na mesma comparação, também caíram as ameaças, de 24.956 para 21.894 (-12,3%), as lesões corporais, de 13.516 para 12.427 (-9,4%), e os estupros, de 1.085 para 1.077 (-0,7%).

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