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Segurança

Secretaria de Segurança apresenta ações de combate aos crimes rurais na Assembleia Legislativa

Publicada em 03/10/2017

A primeira reunião de trabalho da Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários teve como pauta as ações das instituições da Segurança Pública do Rio Grande do Sul. O secretário interino da Segurança Pública, coronel Éverton Oltramari, apresentou as iniciativas desenvolvidas ao longo do atual governo no encontro ocorrido na semana passada, no Espaço de Convergência da Assembleia Legislativa.
No primeiro semestre de 2017, o Rio Grande do Sul registrou queda de 23,5% neste tipo de delito, em comparação ao mesmo período no ano anterior. Para Oltramari, isso é reflexo do trabalho desenvolvido pela secretaria e pelas forças policiais gaúchas. “Temos, no Estado, 93% dos casos de abigeato concentrados em 40 municípios. Sabemos quais são as prioridades e desenvolvemos uma metodologia de trabalho bem-sucedida, que já apresenta resultados”, afirma.
Presentes na reunião, o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Mário Ikeda, e o subchefe da Polícia Civil, delegado Leonel Carivali, detalharam as ações de suas corporações. Entre as iniciativas elencadas, estão a criação da força-tarefa interinstitucional coordenada pela secretaria e a força-tarefa exclusiva da Polícia Civil, iniciativas decisivas para a redução dos crimes rurais.
“Nos últimos dois anos, intensificamos as patrulhas rurais e reforçamos a parceria com órgãos de segurança do Uruguai e da Argentina, em operações realizadas nas regiões de fronteira. O acréscimo do efetivo ocorrido em 2017 possibilitará, também, ampliação do que já vem sendo feito”, frisa Ikeda.
Com relação às atividades de investigação, Carivali observa que a força-tarefa da Polícia Civil foi fundamental para o dimensionamento da demanda existente e para a criação das Delegacias Especializadas em Crimes Rurais e de Abigeato (Decrabs), instituídas por decreto pelo governador José Ivo Sartori em 31 de agosto.
As Decrabs terão como sedes principais os municípios de Bagé, Camaquã e Santiago e sedes complementares em Cruz Alta e Rosário do Sul. “A instalação das unidades não parte só da estrutura física. É necessário, também, selecionar os policiais com o perfil adequado e identificar os municípios que se enquadram melhor para receber as delegacias, dentro da estratégia operacional adotada”, salienta.
De acordo com a Polícia Civil, a cadeia criminosa que envolve os crimes rurais é extensa e ramificada. A carne abatida ilegalmente e os defensivos agrícolas roubados são vendidos, em grande parte das ocorrências, em outras regiões do Rio Grande do Sul.
“Isso demonstra o poder de organização dos criminosos e exige um grau de especialização maior por parte das equipes de investigação. Torna-se necessária a observação de aspectos como a análise contábil dos suspeitos e o desmantelamento da rede de receptação”, destaca o diretor do Departamento de Polícia do Interior, delegado Fernando Sodré de Oliveira.

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