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Segurança

Polícia prende dois acusados pela morte de jovem no bairro Stand

Publicada em 14/04/2018
Polícia prende dois acusados pela morte de jovem no bairro Stand | Segurança | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Corpo foi encontrado em campo do "morro das antenas", no bairro Stand

William Lima Gonçalves, 21 anos, e Ederson Eliézer Veloso Gularte, 28 anos, foram presos preventivamente, pelos agentes da 1ª Delegacia de Polícia Civil, acusados pela morte de Iago de Freitas Arriera, 21 anos. O corpo de Arriera foi encontrado carbonizado, no "morro das antenas", bairro Stand, na terça-feira, 10. Gonçalves e Gularte foram encontrados no mesmo bairro.
Os policiais civis encontram documentos da vítima no campo. A irmã de Arriera, Ritiele de Freitas Silva, confirmou a identidade. O jovem estava desaparecido desde o final de semana. A delegada Daniela Barbosa de Borba ressalta que ainda há outro suspeito do crime. "Continuamos a investigação, pois há alguns elementos a serem esclarecidos", destaca.
Conforme a delegada, durante o depoimento, Gonçalves foi muito evasivo, colocando a culpa em um outro suspeito e em Gularte. “Ele dizia que o culpado era o Eliézer. Fizemos uma acareação entre os dois, pois os depoimentos eram contraditórios”, complementa.
De acordo com a delegada, Gularte falou que somente auxiliou a carregar o corpo. “Ele informou que todos teriam envolvimento com drogas e que quando passou na frente da casa do William, ele e outro homem estavam saindo com o Iago, enrolado em um colchão, já machucado. Em um determinado momento, um ônibus passou e então eles se desfizeram do colchão. Disse que a vítima estaria viva e com odor de bebida alcoólica. Gularte drelatou que somente ajudou, pois teria uma dívida de drogas e falaram que seria sanada”, detalha.
A titular da 1ª Delegacia de Polícia também observa que Gularte disse que apenas deixaram o corpo no campo e que o jovem estaria vivo. “Ele afirma não saber de terem queimado, pois foi embora e que acredita que Iago teria uma dívida com o outro suspeito. Todos seriam dependentes químicos. Nenhum dos dois confessou e não contaram sobre a carbonização do corpo”, relatou.
Os dados da perícia, que ainda estão sendo analisados através do DNA da mãe de Iago e do corpo encontrado, ainda não foram concluídos. “Durante o levantamento do IGP (Instituto Geral de Perícias), eu estava junto, e eles informaram que possivelmente a vítima teria sido esfaqueada no abdômen e estrangulada com uma roupa no pescoço, e após sido queimado”, revela.
Após os trâmites na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), ambos foram encaminhados ao Presídio Regional de Bagé (PRB).

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