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Minuano Saúde

Capa - Os benefícios da Fonoaudiologia no autismo

Publicada em 08/04/2019
Capa - Os benefícios da Fonoaudiologia no autismo | Minuano Saúde | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

A Fonoaudiologia é a ciência que tem como objeto de estudo a comunicação humana, no que se refere ao seu desenvolvimento, aperfeiçoamento, distúrbios e diferenças, em relação aos aspectos envolvidos na função auditiva periférica e central, na função vestibular, na função cognitiva, na linguagem oral e escrita, na fala, na fluência, na voz, nas funções orofaciais e na deglutição.

Os Distúrbios do Espectro do Autismo caracterizam-se pelos impedimentos nas áreas de comunicação e interação social e por um repertório restrito de interesses.  Diversos estudos têm discutido a necessidade de proporcionar oportunidades comunicativas mais eficientes aos indivíduos acometidos por essas condições. Para tanto, são fundamentais a presença de interlocutores atentos às características específicas desses sujeitos e a utilização de estratégias que aproveitem e ampliem cada ato comunicativo observado, seja este verbal ou não verbal.

Nesta edição, a fonoaudióloga de Soma, Francine Coelho, irá explicar como funciona esse trabalho.

 

Página 2 e 3 – Auxílio na função da linguagem

Durante o processo de investigação do diagnóstico de autismo notamos que a linguagem desses pacientes é sempre muito afetada.

Francine destaca que as alterações variam de acordo com o caso, mas a maioria apresenta dificuldade, por exemplo, para se comunicar em um contexto como iniciar um diálogo com o interlocutor ou mantê-lo, devido ao fato de, muitas vezes, não conseguir articular nem mesmo as sentenças mais simples. Grande parte dos pacientes apresenta atraso significativo na aquisição da fala e muitos deles se quer entraram no processo do desenvolvimento da linguagem oral. “Nesses casos, a intervenção fonoaudiológica é extremamente importante. É necessário criar um programa terapêutico com o objetivo de diminuir ou eliminar a presença de formas pré-simbólicas não conversacionais, como gritos, por exemplo, trocando por mecanismos conversacionais de comunicação, aumentando as intenções comunicativas da criança. Já nos pacientes que iniciaram o processo da fala, porém, ainda apresentam certa defasagem, a terapia é direcionada ao desenvolvimento da compreensão e expressão verbal, principalmente na semântica e pragmática, possibilitando maior autonomia e independência, desenvolvendo uma maior motivação e frequência de atos comunicativos intencionais como olhares e gestos; estimulação da compreensão e da expressão verbal (vocalização e fala), proporcionando experiências comunicativas e auxiliando na inclusão escolar e na sociedade”, explica.

"Muitas das minhas crianças que chegam ao consultório falando, formam sentenças sem muito contexto ou informação", complementa a especialista. “Outros repetem o que ouviram do interlocutor (fala ecolálica) ou até mesmo discursos que foram memorizados em algum momentos ou frases automatizadas escutadas em algum desenho. Também tenho alguns autistas que falam cantando ou usando uma voz mecânica, robotizada”, acrescenta.

Os meios de intervenção fonoaudiológica variam muito, pois sempre são adaptados e planejados de acordo com as características encontradas em cada um dos pequenos, relata a profissional. “O que funciona para um, nem sempre funcionará para outro, portanto não existe receita mágica. Às vezes, acontece de termos de trocar todo o planejamento terapêutico voltado para aquele dia, pois o que havia planejado não surtiu o efeito esperado na criança”, enfatiza.

A fonoaudióloga destaca que observa que nos primeiros meses de terapia fonoaudiológica o processo evolutivo torna-se mais evidente. “Isso mostra que a atuação direta com a criança causa um impacto maior, permitindo um ganho terapêutico mais expressivo. A fala ecolálica sem funcionalidade e ininteligível tende a diminuir e as produções verbais com intenção comunicativa e significado tem avanços”, declara.

Os avanços quanto à extensão e velocidade do processo evolutivo das crianças depende de cada uma, conforme já foi falado, mas são identificados tanto pelos pais quanto pela terapeuta logo no início dos estímulos.

É importante sempre ressaltar a importância do diagnóstico e intervenção precoce e continua do fonoaudiólogo para que o quadro evolua satisfatoriamente, desenvolvendo, o quanto antes, a linguagem receptiva e expressiva, capacitando-o para compreender, realizar atividades e agir sobre o ambiente que o cerca e para que consiga expressar o que, como, quando e aonde quiser.

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