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Cidade

Imunização contra Covid-19 completa um ano com início da vacinação pediátrica

Em 18/01/2022 às 06:55h
Jaqueline Muza

por Jaqueline Muza

Imunização contra Covid-19 completa um ano com início da vacinação pediátrica | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Mais de 197 mil doses de vacinas contra Covid-19 já foram aplicadas em Bagé / Foto: Audrin Quadros/Especial JM

Depois de um ano em que os brasileiros começaram a receber as primeiras doses da vacina contra Covid-19, o cenário, mesmo que ainda preocupante, devido ao aumento de casos por conta da nova variante ômicron, já não é o mesmo. Em Bagé, segundo dados da Secretaria de Saúde, foram imunizadas imunizou 86.110 pessoas com a primeira dose, 77.648 com a segunda e 23.474 com o reforço, totalizando 197.684 doses aplicadas. Na quarta-feira, 19, quando a aplicação da primeira dose da vacina completa um ano, em Bagé, inicia a aplicação da vacina para crianças de 5 a 11 anos.

A região que abrange as cidades de Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul, contabiliza uma população de 13.542 crianças em idade de vacinação. Na primeira remessa, os municípios vão receber 950 doses.

Aceguá deve receber 40 doses, sendo 10 para crianças indígenas. Lavras do Sul vai receber 40 doses, Hulha Negra 50 doses e Candiota 60 doses. Dom Pedrito deve receber 180 doses e Bagé 580 doses. As vacinas, neste primeiro lote, são destinadas para crianças de 5 a 11 anos com comorbidades e quilombolas.

Durante o final de semana, equipes da Secretaria Estadual da Saúde trabalharam na separação das doses. A quantidade que irá para cada município já está definida. Aplicação inicia na quarta-feira, 19, simultaneamente, em todo o Rio Grande do Sul.

O governo do Estado capacitou e certificou vacinadores, além de avaliar, junto com os municípios, os planos de operacionalização locais. Tudo para garantir atendimento qualificado, com segurança e planejamento, na aplicação das vacinas pediátricas. Com isso, todas as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) serão seguidas.

Impacto

Para o médico e secretário-adjunto da Secretária Municipal de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, Ricardo Necchi, houve um impacto no número de casos devido a vacinação, que é incontestável. Ele salienta que à medida que a imunização avançou, foi possível viver uma vida muito próxima da normalidade.

Necchi avalia que a cobertura vacinal aparenta não estar funcionando muito bem com a nova variante, visto que houve um aumento no número de casos. Porém, ele enfatiza que a infecção dessa variante é muito rápida, mas, em compensação, o número de internações não aumentou, bem como número de óbitos. "Isso indica que, embora não de forma definitiva, já é possível permite sonhar com a imunidade de rebanho", relata.

Para o médico que acompanha a situação da Covid-19 desde o início da pandemia, em março de 2020, o índice de vacinação em Bagé é muito bom. Ele ressalta que mais de 100% da população alvo já foi imunizada com a primeira e quase 90% com a segunda dose.

Necchi ressalta que esta semana inicia a vacinação pediátrica, mas ele percebe que ainda há muita resistência por parte dos pais e de alguns profissionais, pedindo para não vacinar. "Todos os órgãos de saúde recomendam a imunização e precisamos contar com o apoio da imprensa para divulgar os benefícios. Houve um retrocesso com a ômicrom, mas ainda estamos tranquilos por causas dos índices de gravidade", relata.

Primeira imunizada

A técnica em Radiologia, Viviane Chagas Etcheverria, 54 anos, que atua na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) 24 Horas foi uma das primeiras profissionais, em Bagé, a receber a imunização. Hoje ela já está com o esquema vacinal completo e ressalta que mesmo com a imunização mantém todos os hábitos de segurança sanitária. "Uso a máscara, álcool em gel e não costumo participar de aglomerações", disse.

Viviane conta que nestes dois anos de pandemia contraiu o coronavírus uma vez, mas não teve nenhum sintoma grave, apenas uma leve coriza. "Minha filha também contraiu, vacinada, e não teve sintomas. A vacina diminuiu o risco de agravamento da doença", salienta.

Cenário brasileiro

O Brasil se aproxima do patamar de 70% da população com as duas doses, enquanto 15% já receberam a dose de reforço e cerca de 75% receberam ao menos a primeira dose, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A campanha coordenada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) já tinha atingido 68% dos brasileiros com as duas doses até a última sexta-feira, 14, e dá agora os primeiros passos para imunizar crianças de 5 a 11 anos.

No Brasil, a vacinação contra a doença teve sua primeira dose administrada em 17 de janeiro de 2021, na enfermeira Mônica Calazans, em São Paulo. A profissional de saúde recebeu a vacina CoronaVac, produzida no Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac. Desde então, três em cada quatro brasileiros receberam ao menos a primeira aplicação de um dos quatro imunizantes adquiridos pelo PNI: AstraZeneca, CoronaVac, Janssen e Pfizer.

Pesquisadores da Fiocruz e da Sociedade Brasileira de Imunizações ouvidos pela Agência Brasil indicam que o resultado da vacinação produziu queda drástica na mortalidade e nas internações causadas pela pandemia, mesmo diante de mutações mais transmissíveis do coronavírus, como a Delta e a Ômicron.

Mudança epidemiológica

Quando o Brasil aplicou a primeira vacina contra Covid-19, no início do ano passado, a média móvel de vítimas da doença passava das 900 por dia, e 23 estados tinham mais de 60% dos leitos de pacientes graves da doença ocupados no Sistema Único de Saúde (SUS). Com doses limitadas, a campanha começou focando grupos mais expostos, como os profissionais de saúde, e mais vulneráveis, como os idosos.

Levou até junho para que um quarto dos brasileiros recebesse ao menos a primeira dose, e o país viveu o período mais letal da pandemia no primeiro semestre do ano passado, quando a variante Gama (P.1) lotou centros de terapia intensiva e chegou a provocar picos de mais de 3 mil vítimas por dia. Nos grupos já vacinados, porém, as mortes começaram a cair conforme os esquemas vacinais eram completos, e os pesquisadores chegaram a indicar que a pandemia havia rejuvenescido, já que os idosos imunizados passaram a representar um percentual menor das vítimas.

Vacinação no mundo

O percentual de vacinados com a segunda dose no Brasil posiciona o país à frente da maioria dos vizinhos sul-americanos, segundo a plataforma Our World in Data, vinculada à Universidade de Oxford. Apesar disso, Chile (86%), Uruguai (76%), Argentina (73%) e Equador (72%) conseguiram cobertura maior no continente.

Quando são analisados os 30 países mais populosos do mundo, o Brasil fica na nona colocação entre os que conseguiram a maior cobertura com duas doses, lista que é liderada pela Coreia do Sul (84,5%), China (84,2%) e Japão (78,9%). Em seguida, o ranking tem Itália (74,9%), França (74,8%), Alemanha (71,8%), Reino Unido (70%) e Vietnam (69,7%). Os países onde a população teve menos acesso às vacinas foram Quênia, Nigéria, Tanzânia, Etiópia e República Democrática do Congo, onde o percentual não chegou a 10%.

A América do Sul é o continente com a maior média de vacinação no cálculo da plataforma Our World in Data, com 65% da população com as duas doses. A lista indica grandes desigualdades regionais, com Europa (62%), Asia (58%), Oceania (58%), América do Norte (54%) e América do Sul acima da média mundial de 50% de vacinados, e a África com apenas 9,9% da população com duas doses.

 

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