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Cidade

Dança Bagé mobiliza mais de 1,5 mil bailarinos em quatro dias

Em 21/06/2022 às 10:14h
Yuri Cougo Dias

por Yuri Cougo Dias

Dança Bagé mobiliza mais de 1,5 mil bailarinos em quatro dias | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Raça foi o destaque da noite de sábado - Foto: Tiago Rolim de Moura

Após o hiato de dois anos, por conta da pandemia, o Dança Bagé voltou a aquecer as noites frias dos bajeenses com a arte. Entre quarta-feira e domingo, mais de 1,5 mil bailarinos estiveram se apresentando no Ginásio Auxiliadora e levando emoções. Em sua 18ª edição, o evento ficará marcado por recordes e estatísticas positivas.

Coordenadora de Eventos da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), Anacarla Oliveira informa que 66 grupos participaram do Dança Bagé, representando 21 cidades. Bagé, Uruguaiana, Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas, Butiá, Taquari, Rio Branco (Uruguai), Montevideo, Cassino, Pelotas, Lavras do Sul, Dom Pedrito, Candiota e Santa Maria são alguns exemplos dos municípios que foram representados no palco do Auxiliadora. Quantos aos bailarinos, mais de 1,5 mil no total Anacarla afirma que o número de pessoas envolvidas se torna ainda maior se contabilizar a equipe de suporte de cada conjunto mais os familiares que também estiveram presentes, além, claro, do público em geral que prestigiou o evento.

Principais atrativos

Na avaliação de Anacarla, dois fatos influenciaram para que o Dança Bagé tivesse um balanço positivo. O primeiro diz respeito à premiação inédita de R$ 18 mil, atraindo, assim, a participação de grupos de todo o Rio Grande do Sul. E o segundo motivo foi a vinda do Raça Cia de Dança de São Paulo, que esteve no evento, com seus professores como avaliadores e oficineiros, além da realização de um show na noite de sábado. “Tivemos um hiato de dois anos. A cultura e a dança foram os primeiros a parar e os últimos a retornar a pleno. Esses dois fatores que citei são os que julgo como motivo dessa edição. É lógico que também influencia a emoção de todo mundo participar de um evento presencial e trocar experiências. É sempre um intercâmbio cultural”, enfatiza.

Fora o aspecto artístico, Anacarla também ressalta que, justamente pela ausência de eventos nesses dois anos, o empresariado e a sociedade puderam perceber o valor de ter atividades como essa na cidade. “Preencheu bastante nossa rede hoteleira, gerando um impacto econômico. Sempre soubemos disso, mas com essa pausa, tivemos certeza. Os hotéis e restaurantes estavam parados, mas graças a eventos como esse, voltaram a se movimentar. Ter eventos é um investimento que se faz. Não é só a questão da arte pela arte, mas sim, dos empresários acreditarem como uma geração de emprego, renda e turismo”, salienta.

Por fim, Anacarla destaca o legado deixado pela dança na vida das pessoas, durante a pandemia. “A dança não é somente um segmento que prioriza a beleza, a plasticidade. Ela também faz bem para o psico, principalmente nesse período da pandemia. Salvou muitas vida. Não conseguíamos ter contatos com os alunos fisicamente, mas dávamos aulas online. Agora, com a possibilidade da presença, as relações melhoraram. Essa é a maior das edições e queremos chegar muito mais”, finaliza.

“Que a dança no Brasil se profissionalize cada vez mais”, destaca diretor do Raça

Diretor-geral da Raça Cia de Dança de São Paulo, Renan Rodrigues demonstrou uma afeição com Bagé, pelo fato do grupo já ter tido envolvimento em edições anteriores. Nisso, destaca que a sua mãe, Roseli Rodrigues, que fundou o grupo, participou de edições anteriores do Dança Bagé, como jurada. Posteriormente, foi homenageada com o prêmio Roseli Rodrigues. Mas além da participar das oficinas, o diferencial desta edição foi a apresentação do grupo, justamente quando completa 40 anos de atuação.

“O Raça celebra com muito carinho essa oportunidade de estar em Bagé. A nossa querida Anacarla e outros professores sempre levaram seus alunos em nossos cursos de férias. Nos sentimentos honrado em, por meio da dança, estar movimentando tanta coisa. Estamos sempre investindo e promovendo intercâmbio com os outros Estados do Brasil e países da América Latina. Tanto que, no Dança Bagé, fizemos esse estímulo de uma bola se 100% para nosso curso de férias, direcionado para o melhor bailarino e a melhor bailarina, e 50% de desconto em qualquer pacote do nossos cursos de férias para o grupo destaque”, informa.

O Raça Companhia de Dança é considerado um dos principais grupos do país. Com 40 anos de história, acumula mais de 45 coreografias, com apresentações em 90 cidades brasileiras, sete países e mais de 200 bailarinos formados. O grupo é considerado referência no Jazz, já que em 1980 Roseli criou uma técnica específica para o Jazz Dance, que inovou o estilo de dança. A escolha do nome foi uma inspiração da música Raça, de Milton Nascimento. “Sempre tivemos uma forte ligação com a música. Quando subimos pela primeira vez ao palco com uma música, foi a Raça. E as pessoas não paravam de gritar, ‘Raça, ‘Raça’, ‘Raça’. E assim, seguimos nossa trajetória, sempre com muita ‘raça’ por esse Brasil”. Pela dança, nos apresentamos até em praça pública. Precisamos levar qualidade para que esse mercado se torne cada vez mais ‘aquecido’. E que a dança do nosso Brasil se profissionalize cada vez mais”, conclui.

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