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Preço pelo litro do diesel já supera o da gasolina aditivada em alguns postos de Bagé

Em 23/06/2022 às 08:30h
Rochele Barbosa

por Rochele Barbosa

Preço pelo litro do diesel já supera o da gasolina aditivada em alguns postos de Bagé | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Combustível já é vendido por R$ 8,39 o litro Foto: Felipe Valduga

Se confirmou a projeção de que, após reajustes aplicados no sábado, dia 18, quando a Petrobras elevou 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no preço do diesel, de que os repasses fariam com que os valores de ambos os combustíveis se aproximariam nos postos, conforme levantamento prévio do Jornal Minuano. Em alguns estabelecimentos de Bagé, por exemplo, o preço do litro do diesel, inclusive, já superou o da gasolina.

A reportagem do JM circulou por pontos de venda da Rainha da Fronteira, nesta semana, e encontrou o combustível usado, em especial em caminhões, com valor na casa de R$ 8,39 o litro. No mesmo local, por exemplo, a gasolina comum é vendida por R$ 7,84 e a aditivada por R$ 8,29. Ou seja, ambas abaixo do valor do diesel.

Até a semana passaada, o valor médio do diesel era de R$ 7,38, segundo a Agência Nacional do Petróleo. Com o reajuste, houve uma elevação superior a R$ 1 nas bombas, para o consumidor final.

Nos demais postos, contudo, o valor do diesel ainda não supera o da gasolina, mas está bem próximo. Em um deles, por exemplo, sendo o litro do diesel custa R$ 7,89, o da gasolina comum R$ 8,19 e o da aditivada R$ 8,39.

Segundo um caminhoneiro entrevistado pela reportagem do JM, que preferiu não se identificar, a situação é muito complicada. “É um absurdo. Eu sou empregado, trabalho para uma empresa. Para o autônomo, está muito pior. O frete não acompanha o valor do combustível, todos tiram proveito, menos quem faz o frete. O valor do frete deste ano é o mesmo de dois, três anos atrás. E quanto já reajustou o combustível nesse período? A tabela mínima nunca existiu. É um aumento desleal, tá muito difícil, bem complicado”, contou.

O motorista ainda destaca que há boatos sobre uma possível greve dos caminhoneiros. “Os manifestantes deram um prazo de 20 dias para o governo tomar uma providência, reajustar frete ou baixar o combustível. O que acho muito difícil depois de chegar nesses patamares”, afirmou.

Justificativa

O preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, não sofreu reajuste. Em nota para divulgar os aumentos, a Petrobras afirmou que tem buscado o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio. "Esse posicionamento permitiu à Petrobras manter preços de GLP estáveis por até 152 dias; de diesel por até 84 dias; e de gasolina por até 99 dias. Esta prática não é comum a outros fornecedores que atuam no mercado brasileiro que ajustam seus preços com maior frequência, tampouco as maiores empresas internacionais que ajustam seus preços até diariamente", disse a empresa.

Na última quarta-feira, dia 15, a Câmara dos Deputados concluiu a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, fixando-a no patamar máximo de 17% a 18%, abaixo dos valores atuais aplicados pelos estados. A medida tem o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis para o consumidor, mas os aumentos da Petrobras podem anular os efeitos dessa desoneração. O texto aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.

ICMS de combustíveis

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu, na sexta-feira, que as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devem ser cobradas de forma uniforme pelos estados. A decisão começará a valer em 1º de julho. Mendonça também determinou que a Petrobras deverá enviar ao Supremo documentos internos que justificaram a formação de preços dos combustíveis.

De acordo com a decisão, a base de cálculo do imposto deverá ser fixada conforme a média de preços praticados nos últimos 60 dias. Além disso, os estados deverão observar um intervalo mínimo de 12 meses entre a primeira fixação e o primeiro reajuste das alíquotas e de seis meses para os reajustes subsequentes.

A liminar foi motivada por uma ação protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender uma resolução do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que trata da cobrança do ICMS. As regras estabelecidas deverão ter vigência até que o Confaz edite novas regras conforme as balizas definidas pelo ministro.

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