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Região

Estância Tarumã conta 150 anos de história do Pampa Gaúcho

Em 02/08/2022 às 13:32h
Melissa Louçan

por Melissa Louçan

Estância Tarumã conta 150 anos de história do Pampa Gaúcho | Região | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Parte central da sede da propriedade foi finalizada em 1874 | Foto: Felipe Valduga

As paredes brancas com detalhes amarelos e aberturas azuis da casa em estilo colonial português da Estância Tarumã testemunharam quase 150 anos de história do Pampa. Localizada a cerca de 10 quilômetros do centro de Pedras Altas - à beira da Estrada Real, por onde passou o Imperador Dom Pedro II - é uma das estâncias mais antigas da região e que, ainda hoje, oferece um vislumbre da vida e da lida campeira tradicional.

Cercada por árvores robustas de frutos vermelhos escuros - as Tarumãs, que trouxeram a inspiração para o nome - a sede da estância foi construída em 1874 e adquirida pelo Major João Ciríaco Crespo. Desde então, a estância foi passada, de geração em geração, somente para mãos femininas, que subverteram a tradição dos homens herdando e estando à frente de grandes propriedades rurais. Contudo, com a herança feminina veio a mudança de sobrenomes, já que as mulheres adotavam para si os sobrenomes das famílias dos maridos.

Representando a quinta geração à frente da estância, Alice Fontelles da Silva Tavares é a atual proprietária. Junto ao marido, Alfredo da Silva Tavares, restaurou a estrutura entre 1998 e 2000, mantendo as características básicas da época, e abriu as portas para receber hóspedes em 2000. A pousada rural é destinada a visitantes interessados em conhecer um pouco mais sobre a vida no campo e o Pampa Gaúcho.

A estrutura principal tem 148 anos, mas uma parte da construção é mais antiga, tendo presenciado a Revolução Farroupilha - inclusive, ainda hoje é possível ver as seteiras instaladas nas paredes, utilizadas para defesa durante o conflito. “Era um quadradinho, que não tinha nada, e eu mandei botar vidro. Mas era utilizado para passar bala, mesmo”, relata Alice. A estrutura ainda foi ampliada em 1918.

Uma das curiosidades do prédio central - onde funciona a casa da família e administração da estância - são os vidros originais da época, com leves ondulações e imperfeições que mostram como eram fabricados à época, de forma mais rústica e sem auxílio de tecnologias. “Era o que tinha na época, o que podia ser feito. Eu acho bonito, porque não deixa de contar uma história e dá todo um estilo”, conta a proprietária. 

A estância deve ganhar maior projeção em breve, com a mobilização da Associação Pampa Gaúcho de Turismo (Apatur). O município de Pedras Altas deve ser integrado ao Mapa do Turismo, o que possibilita a inclusão da histórica Estância, junto ao Castelo de Pedras Altas, como pontos turísticos de interesse para os visitantes.

Ainda hoje, a estância continua com atividade agropecuária, na criação de bovinos da raça Devon, cavalos da raça Crioula, e ovinos das raças Corriedale e Ideal.

 

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