ANO: 24 | Nº: 5942
10/02/2018 Cidade

Com necessidade de intervenção, Ponte Seca receberá vistoria na próxima semana

Foto: Tiago Rolim de Moura

Dormentes foram danificados pela ação do tempo
Dormentes foram danificados pela ação do tempo

O perigo iminente vem tomando conta da Ponte Seca, situada na avenida Presidente Vargas. Algumas madeiras que cobrem a estrutura que serviu de trilho estão quebradas, outras queimadas e, ainda, há pontos vazios. Ciente da demanda e com a meta de melhorar a estrutura, a Secretaria de Gestão, Planejamento e Captação de Recursos (Geplan)  programou, para a próxima quarta-feira, a realização de uma vistoria junto ao local. A ideia é avaliar possíveis intervenções.

De acordo com o titular da Geplan,  Eduardo Deibler, já foi realizada a limpeza e o fechamento do local para que as pessoas não realizem a travessia. Ele entende, contudo, que ainda há perigo, visto que os dormentes estão desgastados. “Temos que encontrar uma forma de intervir, porque é  tombada como patrimônio histórico e precisa de liberação”, disse.

Deibler ressalta que a Geplan está remodelando e ampliando o projeto realizado pela arquiteta Joelma Silveira para apresentar ao Ministério da Cultura e Turismo. Ele conta que em razão da persistente defesa daquela área pelo radialista Edgar Muza, há mais de 30 anos, visando transformá-la num restaurante panorâmico, o núcleo técnico da secretaria irá acrescentar tal possibilidade dentro do rol de possíveis medidas a serem executadas. O que, se viabilizado, conforme sua análise, poderá auxiliar na manutenção e preservação do espaço.
Segundo o secretário, já foi encaminhado um pedido de apoio para a Rumo Logística, solicitando o apoio para a criação de um museu ferroviário no local e também a instalação de um vagão para a implantação do restaurante.

Projeto

O projeto inicial foi  apresentado ao Ministério da Cultura  em 2011 e prevê a conservação e restauração da ponte seca e dos dois largos onde se encontra, um deles com acesso pela rua Marechal Deodoro e outro pela rua José Otávio. No espaço, devem ser agregadas espécies nativas, a promoção da  acessibilidade e  funcionalidade, além do embelezamento do entorno para valorizar a história da cidade.

A responsável pela ampliação do projeto é a arquiteta e engenheira civil da Geplan Nicole Bergamo. De acordo com ela, já está sendo realizada uma avaliação sobre como inserir novos elementos no projeto inicial. Segundo a profissional, a estrutura de ferro está intacta e uma das ideias é formatar uma passarela panorâmica para unir as duas entradas. “Devemos encaminhar o projeto ainda em fevereiro”, ressalta.

Serão dois acessos, pelas ruas José Otávio e Marechal Deodoro, em frente ao Departamento de Água, Arroios e Esgoto de Bagé (Daeb), até a Ponte Seca. A ideia é manter a ponte como está, sendo inserida, ali, uma passarela em vidro. Os barrotes serão recuperados. De um lado, será construída  uma área infantil, com brinquedos, trenzinho para crianças e uma série de equipamentos.

 Histórico da Estação Ferroviária de Bagé

A primeira Estação Ferroviária de Bagé foi inaugurada em 12 de dezembro de 1884 e consistia num terminal da linha que se iniciava em Rio Grande. Segundo registros históricos, o prédio foi destruído por um incêndio em 1926. De acordo com relatório da Viação Férrea do Rio Grande do Sul, no ano de 1929, a antiga estação foi demolida para a construção da nova, que, hoje, abriga o Centro Administrativo.

 

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