ANO: 25 | Nº: 6382
21/05/2018 Cidade

Grupo de Bagé é destaque na Semana dos Museus

Foto: Antônio Rocha

Longa também entra no circuito de exibições do Museu Nacional de Belas Artes e do Canal Curta!
Longa também entra no circuito de exibições do Museu Nacional de Belas Artes e do Canal Curta!

Quatro bajeenses que fizeram história na arte têm a dimensão de seus trabalhos retratados na telona de cinema por outra cria de Bagé, expoente da Sétima Arte. Na noite de sexta-feira, o cineasta bajeense, Zeca Brito, lançou o documentário Grupo de Bagé, no espaço dedicado justamente aos artistas retratados, o Museu da Gravura Brasileira.
A exibição do filme fez parte da programação da 16ª edição da Semana Nacional de Museus em Bagé. Mas mais do que isto, foi a estreia nacional de um documentário que retrata a influência de quatro gravuristas que levaram o nome da cidade para o país: Carlos Scliar, Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti e Glauco Rodrigues.
A história do famoso Grupo de Bagé sempre fascinou o cineasta. Filho de dois prolíficos artistas da cidade, conviveu com alguns dos retratados durante a infância, como o próprio Glauco Rodrigues, a quem aproveitou para entrevistar ainda criança, talvez ainda sem saber a importância e dimensão do artista. Essas entrevistas, gravadas em fitas, mais tarde foram a base do filme "Glauco do Brasil", lançado por Brito em 2015.
Em Grupo de Bagé, o cineasta e o roteirista bajeense, Gladimir Aguzzi, lançaram luz sobre o vanguardismo e impacto social e artístico dos gravuristas. Brito relembra que o projeto nasceu de conversas com Aguzzi, há cerca de seis anos. Primeiramente, foi pensado como uma série de cinco episódios para a RBS TV. Algum tempo depois, o projeto despertou o interesse do Canal Curta!. "Então começamos a desenvolver o roteiro. Fiz algumas pesquisas iconográficas e visitas às instituições brasileiras e internacionais. É uma volta ao mundo através do Grupo de Bagé", brinca Zeca.
Antes da exibição do filme, o museu abriu as portas para convidados participarem da exposição "Grupo de Bagé - o que nos conecta?", com obras originais dos artistas, restauradas pelas integrantes da comissão gestora dos museus, CarmemnBarros e Maria Luiza Pegas.
Carmen Barros, a Lula, destacou o tema desta semana "Museus hiperconectados" e explicou que a exposição busca construir um narrativa entre os dois museus, Museu Dom Diogo de Souza e Museu da Gravura Brasileira, através da relevância do Grupo de Bagé, que representa a cidade no Estado, no País e fora do Brasil. "O que nos conecta com esse grupo? De que forma a arte nos aproxima ou afasta das pessoas? Essa é a reflexão e provocação que lançamos para as pessoas, para que elas aprofundem o olhar", destaca ela.
A reitora da Urcamp, Lia Quintana, destacou que manter e ser guardião dos museus é importante para o crescimento e desenvolvimento, enquanto instituição comunitária, e uma forma de dar retorno para a comunidade".

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