ANO: 25 | Nº: 6460
11/06/2018 Cidade

Dança Bagé encerra 16ª edição com recorde de participantes e público

Foto: Rodrigo Sarasol

Itinerância desta edição chamou atenção do público
Itinerância desta edição chamou atenção do público
Mais de 10 mil pessoas participaram dos quatro dias de atividades do 16º Dança Bagé. Com 1,5 mil bailarinos e mais de 400 coreografias, entre mostras e concursos, esta edição foi considerada a maior de todos os tempos.
O evento iniciou na noite de quinta-feira. Na noite de sexta, o público participou do ponto alto das apresentações, da Focus Cia de Dança, com o espetáculo “As Canções que eu cantei pra você”, emocionando e ganhando efusivos aplausos da plateia. A atração especial deste ano, do Rio de Janeiro, tem como coreógrafo Alex Neural, que contou ter percebido o desenvolvimento do festival desde sua última participação, em 2007. “Ficamos muito felizes em trazer esse espetáculo, o qual já alcançou a marca de 300 apresentações, para esse festival que a cada ano cresce mais e se destaca no cenário brasileiro”, afirma. O show teve cerca de uma hora de duração e, com sete bailarinos no palco, apresentou um compilado de 72 músicas de Roberto Carlos. “É um trabalho que já ganhou palcos internacionais. Com quase oito anos de apresentação, sempre conseguimos tocar o público pela profundidade e beleza das músicas do rei”, conta.
De Veranópolis, a jurada Amaly Moss, especializada em danças urbanas e free style, também comentou a importância do festival para o incentivo à dança. “Adorei ver a cidade inteira mobilizada pela dança. Acho que mostra o quanto a arte vem ganhando espaço e crescendo. Nossa luta, agora, é mostrar a todos os bailarinos a importância das aulas e do bom embasamento na dança, pois os vídeos na internet estão prejudicando a técnica”, observa.
Essa queixa, da imitação de movimentos por meio de vídeos, foi feita por todos os jurados, que alegam que acompanhar plataformas é uma forma de procurar conhecimento, mas as aulas práticas e o estudo também devem ser lembrados e nunca descartados. O dançarino de salão e porto alegrense Alexandre dos Santos comentou que, muitas vezes, os alunos gravam as aulas sem prestar atenção para apenas reproduzir depois contínuas vezes. “É importante valorizar nossa profissão através de estudo, base boa de movimentos, interpretação. Acredito que esse seja um novo desafio na dança”, afirma.
A bailarina de dança oriental Mônica Mahasin pontuou que festivais como o Dança Bagé colaboram nessa empreitada, considerando as oficinas ofertadas durante os dias de evento. “Muitas vezes, o bailarino não tem condições de pagar pelas oficinas e aulas, por isso recorre à internet. Aqui, tudo é ofertado gratuitamente e os dançarinos têm a oportunidade de ter aulas com professores incríveis, sem pagar nada além da inscrição. É ótimo isso”, fala.
“É muito gratificante ver o esforço de todos que trabalham por esse lindo evento, que proporciona momentos incríveis de conhecimento, troca de experiências e aprendizado. Gostamos muito de participar e ver a dimensão que tomou. Esperamos voltar e desejamos que o Dança Bagé cresça mais ainda”, conclui Neural.

Fórum
A secretária municipal de Cultura e coordenadora do evento, Anacarla Flores, aponta que essa edição "superou as expectativas em termos de público e participantes, coreografias e qualidade das companhias e jurados".
Uma das atividades mais aguardadas foi a realização do fórum de debate sobre a importância da dança e o cenário dessa arte na região. "Foi a melhor e mais importante atividade dentro do evento. E isso foi afirmado pelos jurados e participantes, porque realmente foi um momento de troca, onde todos puderam conversar e avaliar a questão sobre como se portar no palco", disse a coordenadora.
Além disso, a secretária apontou a importância da atividade como forma de intercâmbio de experiências e informações, já que puderam avaliar pessoalmente, em conversa cara a cara entre o coreógrafos, jurados e bailarinos. "Foi uma atividade muito rica e importante", explicou.

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