ANO: 26 | Nº: 6590
29/10/2018 Fogo cruzado

Bolsonaro vence pleito presidencial com votação expressiva na Rainha da Fronteira

Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Candidato do PSL venceu postulante do PT
Candidato do PSL venceu postulante do PT
O candidato do PSL, eleito, ontem, com mais de 55 milhões de votos (mais de 55% dos votos válidos, em apuração parcial, até às 19h30), para a presidência da República, Jair Bolsonaro, totalizou 35.630 votos, em Bagé (56,60% dos votos válidos). O volume representa 56,6% dos votos válidos. Fernando Haddad, do PT, alcançou 27.319 (43,4%). A votação não supera o percentual por Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), em 2002, quando alcançou 39.656 votos na cidade (61,87), no segundo turno.
A margem de Bolsonaro foi maior em Aceguá, onde totalizou 1.739 votos (62,92%), contra 1.025 (37,08%) de Haddad. O petista ganhou em Candiota, com 3.524 votos (63,74%), contra 2.005 votos (36,26%) de Bolsonaro, e em Hulha Negra, com 2.154 votos (60,62%), contra 1.399 do postulante do PSL.
Bolsonaro, 63 anos, é capitão da reserva do Exército. O presidente eleito pelo PSL, que exerce seu sétimo mandato de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro, é natural de Glicério, São Paulo. O candidato eleito foi esfaqueado no abdômen, durante ato de campanha eleitoral, na cidade mineira de Juiz de Fora, no dia 6 de setembro. Ele não participou de debates após o episódio.
Bolsonaro foi aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, de Campinas. Se formou na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, em 1977, e, posteriormente, cursou a Brigada de Paraquedismo do Rio de Janeiro. Em 1983, formou-se no curso de Educação Física do Exército. Em 1986, liderou um protesto contra os baixos salários dos militares.
Bolsonaro foi eleito para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata Cristão (PDC) em novembro de 1988. Dois anos depois, foi eleito deputado federal pelo PDC. Em 1993, participou da fundação do Partido Progressista Reformador (PPR). Foi reeleito em 1994, filiando-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), no ano seguinte. Em 2002, foi eleito pela quarta vez, pelo PPB. No mesmo ano, filiou-se ao PTB, partido que deixaria em 2005, para se filiar ao PFL.
O presidente eleito ficou poucos meses na sigla, filiando-se ao Partido Progressista (PP). Em 2006, é eleito para seu quinto mandato e, em 2016, durante seu sétimo mandato, filiou-se ao PSC. No ano passado, esteve em negociações com o Patriotas, mas acabou se filiando ao PSL, partido pelo qual foi eleito para o cargo de presidente da República. A carreira política de Bolsonaro, que terá sua primeira experiência em cargo Executivo, foi marcada por posições polêmicas.
Bolsonaro ficou conhecido por alegações a respeito da ditadura militar. Em 2016, por exemplo, parabenizou o deputado Eduardo Cunha, pela forma como conduziu o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, do PT, e usou seu discurso de voto para homenagear o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército, de 1970 a 1974. O presidente eleito também protagonizou polêmicas com posicionamentos sobre mulheres, homossexuais e quilombolas.

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