ANO: 26 | Nº: 6523
11/12/2018 Cidade

Milton Brasil é eleito para diretoria do Conselho Estadual de Saúde

Foto: Arquivo JM

Bajeense agradece à Fetag pela indicação
Bajeense agradece à Fetag pela indicação
O presidente do Conselho de Saúde de Bagé, Milton Domingues Brasil, coordenador da Regional Fronteira Oeste da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), foi eleito para a mesa diretora do Conselho Estadual de Saúde (CES). A votação ocorreu no dia 6 de dezembro, em Porto Alegre, na sede do Conselho, onde também será realizada a posse da nova diretoria, nesta quinta-feira, dia 13.

Vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Bagé, Brasil foi indicado para a chapa após atuar como representante da Fetag no CES, há cerca de seis meses. Para ele, esta indicação e a recente eleição como diretor do CES são frutos do trabalho que vem sendo realizado junto ao Conselho Municipal de Saúde. "Agradeço à Fetag por apostar no meu nome e pelo reconhecimento ao trabalho que venho realizando há anos, lutando pela saúde dos trabalhadores", declara.

Com a eleição de sua chapa, o bajeense passará a atuar na mesa de diretores da entidade, tendo como colegas de diretoria Cláudio Augustin (CUT), Itamar Santos (FETAPERGS), Ivarlete França (FGSM), Irene Prazeres (Sindifars) e Tuane Devit (CRESS).

Os integrantes da diretoria participam das reuniões ordinárias do Conselho, onde definem as questões de saúde que serão debatidas nas plenárias quinzenais da entidade, para serem entregues aos representantes do Estado.

Objetivos da direção

"Dialogar e cobrar o governo estadual sobre medidas contra a escassez de remédios, denúncias de mal atendimento em hospitais, atrasos nos recursos para os municípios e demoras na entrega de exames", são algumas das pautas elencadas pelo bajeense.

Brasil destaca que uma das principais questões defendidas pela nova gestão será a preservação dos hospitais, que estão fechando suas portas no Estado devido à falta de recursos. Além disso, ele também salienta que a equipe buscará promover a conscientização sobre a importância de um tratamento adiantado aos pacientes que necessitam realizar cirurgias eletivas. "Andei conversando com médicos e posso dizer que toda a cirurgia eletiva, hoje, pode virar de urgência amanhã. Algo que agora não tem tanto risco pode se tornar grave daqui há uma ou duas semanas. Então, não existem, na prática, cirurgias que não precisam ser feitas", informa.

Ato em defesa do SUS

De acordo com Brasil, o CES está planejando se reunir com outras entidades e autoridades do poder público para realizar um ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento está previsto para acontecer no dia 19 de dezembro, na sede da Fetag, em Porto Alegre.

O bajeense destaca que 'o principal papel do Conselho de Saúde Estadual é zelar e defender os direitos dos cidadãos e cidadãs a serem atendidos pelo SUS'. "Mesmo que ainda haja a necessidade de mudanças no sistema, é impossível que um cidadão que ganha menos de mil reais pague uma cirurgia que custa sete, oito, nove ou dez mil reais. Por isso, nós temos que lutar e defender o SUS", justifica.

O CES

O CES se apresenta, em seu site, como um órgão colegiado de caráter permanente, paritário e deliberativo, com funções de formular estratégias, controlar e fiscalizar a execução da política estadual de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, conforme prevê a lei 10.097, de 31 de janeiro de 1994.

O Conselho é apto a propor e aprovar diretrizes para elaboração do Plano Estadual de Saúde. Também avalia o modelo estadual de gestão do SUS, fiscalizando a administração do Fundo Estadual de Saúde e apreciando trimestralmente as suas contas.

A participação da sociedade na gestão do SUS também se dá através deste órgão colegiado, já que os usuários do sistema integram o Conselho. O CES ainda acompanha e contribui para o fortalecimento dos Conselhos Municipais de Saúde.

É formado por representantes do governo, dos prestadores de serviços, dos profissionais de saúde e dos usuários do sistema. A representação dos usuários é paritária e diversificada, de modo a permitir que os diversos tipos de organizações – associações de moradores, sindicatos, associações de portadores de patologias e de deficiências, movimentos populares, etc. – possam apresentar suas demandas e fazer suas avaliações sobre a Política de Saúde desenvolvida no Estado.

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