ANO: 25 | Nº: 6359
24/12/2018 Cidade

Hino de Bagé completa 60 anos com calendário de execuções no Legislativo

Foto: Divulgação

Legislativo executa hino em sessões ordinárias, mensalmente
Legislativo executa hino em sessões ordinárias, mensalmente

Centro das atenções durante inauguração do programa de celebração do centenário de Bagé, no final de 1958, o hino escrito pelo compositor Hipólito Lucena, com música de Vitor Neves, mantém seu lugar de destaque, entre os bajeenses, através do protocolo oficial do Legislativo. Além da reprodução em todas as sessões solenes, sua execução periódica, sempre na primeira segunda-feira de cada mês, foi estabelecida por uma resolução, de autoria da vereadora Sonia Leite, do Progressistas.
Sonia propôs uma alteração no regimento interno da Câmara de Vereadores, criando uma espécie de calendário, com 12 execuções anuais. “Como professora, diretora de escola, diretora de ensino da Secretaria Municipal de Educação e coordenadora da área de estudos sociais da 13ª Coordenadoria de Educação, sempre prezei pela prática do civismo, pelo amor à pátria e respeito aos símbolos nacionais. Isso deveria ser obrigação de todo cidadão”, destaca.
Sonia busca, agora, viabilizar a execução periódica do hino nas escolas da rede municipal. A medida está prevista em lei. Proposta pelo vereador Antenor Teixeira, do Progressistas, a legislação que criou a hora cívica está em vigor desde 2001, mas sem muita eficácia. Em novembro, a vereadora apresentou requerimento solicitando o cumprimento da normativa. Na prática, entretanto, o texto determina que a periodicidade de execução do hino pode ser definida pela Secretaria Municipal de Educação.


Marco histórico
Bagé foi elevada à cidade em 1859. No final de 1958, o prefeito em exercício, Luiz Maria Ferraz, formou uma comissão para organizar a festa alusiva ao primeiro centenário da Rainha da Fronteira, comemorado ao longo de 1959. A agenda foi inaugurada na manhã do dia 23 de dezembro, data escolhida por conta do centenário de criação da Comarca de Bagé, com uma missa na Catedral de São Sebastião.
O cronograma incluiu a realização de uma romaria e um banquete no Clube Comercial. Um ciclo de conferências foi aberto no Instituto Municipal de Belas Artes (Imba). Ao meio-dia, a Rádio Difusora reproduziu, pela primeira vez, o Hino Oficial do Centenário, mais tarde convertido em Hino de Bagé – símbolo do município, ao lado da bandeira e do brasão, por força da Lei Orgânica.


Festa cinematográfica
Uma edição do jornal Correio do Sul, mantida pelo Arquivo Público Municipal Tarcísio Taborda, destaca um aspecto peculiar das celebrações, observando que as primeiras atividades em comemoração ao centenário foram 'filmadas pela Líder Cinematográfica, tendo a Rádio Difusora, a Voz de Bagé, sempre presente'.
A Líder Cinematográfica deu origem ao Canal 100, tradicional cinejornal que era exibido nos cinemas de todo o Brasil, antes dos filmes principais. A empresa fundada pelo produtor Carlos Niemeyer, em 1957, pode ter feito, portanto, o primeiro registro cinematográfico do hino de Bagé.

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