ANO: 25 | Nº: 6282
09/01/2019 Fogo cruzado

Mais de 79% das cidades gaúchas terceirizam serviços

Levantamento elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que a contratação temporária e a terceirização estão presentes, respectivamente, em 85,9% e 69,5% das cidades. A pesquisa foi feita com 4.132 (74,2%) dos 5.568 municípios do país. O Rio Grande do Sul aparece em destaque nos dois quesitos avaliados.
Em todo o país, 3.548 gestores afirmaram que contrataram servidores em caráter temporário, enquanto 2.871 terceirizaram a prestação de serviços públicos municipais. O levantamento indica que o atendimento à necessidade por profissionais específicos está entre os principais objetivos que levam os gestores a contratarem temporariamente.
Dos profissionais mais contratados em caráter temporário, o destaque do estudo é para os servidores da área da saúde (médicos, enfermeiros e dentistas) em 2.932 cidades. Os servidores da educação aparecem em 2.926 municípios, enquanto 1.734 municípios disseram ter contratado temporariamente servidores do quadro socioassistencial. O estudo da CNM destaca que os municípios do Rio Grande do Sul (93,16%), Minas Gerais (85,7%) e São Paulo (68,37%) são os que mais contratam temporariamente para suprir a necessidade de profissionais específicos.


Terceirizações
O levantamento da CNM indicou, ainda, que 1.971 gestores adotaram a terceirização dos serviços de conservação, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Outros 1.902 afirmaram que terceirizaram serviços de transportes, enquanto 1.227 municípios disseram terceirizar, também, serviços de informática. Além disso, a manutenção de serviços, como, por exemplo, prédios, equipamentos e instalações, foi lembrada por 711 cidades no levantamento da CNM.
Cidades dos Estados do Rio Grande do Sul (79,3%); de Santa Catarina (76,3%) e São Paulo (67%) estão entre as que mais terceirizam os serviços públicos. Entre as razões para a terceirização apontadas pelos gestores estão o limite de gastos com pessoal, ganho de eficiência decorrente da especialização e da capacidade de investimento tecnológico que a iniciativa privada oferece, bem como a redução dos gastos públicos.

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