ANO: 25 | Nº: 6357
02/04/2019 Cidade

Comerciantes do CIC negociam imóvel com o Estado

Foto: Tiago Rolim de Moura

Centro de Integração abriga 92 vendedores
Centro de Integração abriga 92 vendedores

Desde o final do ano passado, o Centro de Integração Comercial (CIC) da avenida Marechal Floriano está sendo gerido diretamente entre os comerciantes e o Estado. A Associação Bajeense de Comerciantes de Produtos Industrializados Nacionais e Importados, que reúne os 92 vendedores do CIC, está em negociação com o Estado para comprar a estrutura.

De acordo com a advogada e representante da Associação, Cleusa Isabel Nunes Pintos, o município tinha a cedência da área e devolveu ao Estado. Em 2018, então, o governo gaúcho colocou a venda o imóvel. Cleusa conta que a presidente da entidade, Ana Paula Pereira, foi até Porto Alegre e negociou diretamente com o Estado o uso do espaço. "Desde o final de 2018, foi realizado um contrato de Concessão Onerosa (aluguel) por dois anos e, neste prazo, devemos realizar uma proposta de compra", disse.

Conforme a advogada, durante este período, os comerciantes não farão nenhum investimento considerável na área, mas a intenção, após se consolidar a compra, é realizar as melhorias no espaço.

Segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDI), Bayard Paschoa Pereira, o governo estadual não renovou a cessão da estrutura ao município, o que vinha ocorrendo desde 1998. Ele explica que, antes disso, o Executivo havia feito um pedido ao Estado para que ocorresse a doação para Bagé e não mais apenas a cessão. Isso para que fosse possível investir na estrutura. Porém, segundo o secretário, o governo estadual optou por incluir a área em um processo de venda. "Vários imóveis de propriedade do Estado entraram nesta mesma lista em 2017", comenta.

O titular da SDI informou que foi então que a Associação de Comerciantes do local, que representa os trabalhadores que atuam no centro comercial, conseguiu viabilizar a locação do espaço. Ele esclarece que, por anos, o município teve a posse gratuita daquela área e, quando buscou a propriedade, o Estado manifestou a intenção de vender o imóvel e, depois, a decisão de locar a área para a associação. Bayard informa que o Executivo não se opôs e manifestou que apoia a ideia de que os trabalhadores busquem adquirir a estrutura. "Nunca pudemos modificar e melhorar o imóvel justamente por não sermos os proprietários", disse.

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