ANO: 26 | Nº: 6528
19/07/2019 Cidade

Celebração tripla marca primeira noite de apresentação do Fimp

Foto: Tiago Rolim de Moura

Apresentação retornou ao palco da primeira casa: Imba.
Apresentação retornou ao palco da primeira casa: Imba.
Em uma apresentação com estrutura menor e mais intimista, teve início, na quarta-feira, a 10ª edição do Festival Internacional de Música no Pampa (Fimp). Além do aniversário de 208 anos da Rainha da Fronteira e os 10 anos do evento, a noite também marcou a primeira atividade realizada no Salão Nobre do Instituto Municipal de Belas Artes (Imba) após sua inauguração. O espaço do prédio histórico ficou fechado para obras de restauro durante três anos.
Com palco mais próximo do público e à meia-luz, três músicos levaram a magia das cordas e teclas à noite: o violinista e diretor artístico do evento, maestro Jean Reis; o contrabaixista bajeense, idealizador do festival e diretor pedagógico, Marcos Machado; e o pianista Ney Fialkow, convidado desde a primeira edição do festival.
Durante a apresentação, os músicos interagiram bastante com o público. Machado, inclusive, apresentou considerações para o repertório escolhido por ele para o concerto e destacou arranjos próprios que desenvolveu para adaptar algumas peças ao contrabaixo.
Responsável idealizar pelo evento, desde sua primeira edição, o “pai do festival”, destacou a grande realização ao ver a efetivação do sonho, que já almejava desde tenra idade, ao ver apresentações de grandes músicos eruditos em outras cidades. “Todo ano fico ansioso para voltar a Bagé e tocar aqui, em qualquer palco que seja. Sempre sonhei com um evento desta magnitude e, hoje, só tenho a celebrar o evento, que apresenta artistas de grande qualidade, sem necessidade de comparação com nenhum outro festival”, destacou.
O pianista Ney Fialkow relembrou sua primeira participação no festival, no mesmo palco em que se apresentou na noite de quarta-feira, também em companhia de Marcos Machado, e agradeceu a receptividade e aceitação do evento de música erudita em Bagé. “É emocionante estar de volta no palco onde tudo começou. O Fimp só deu certo graças ao público, porque a cidade cultiva e respira cultura e não mede esforços para fazer acontecer”, disse.
Ao subir ao palco, o maestro e diretor artístico do festival, em mais uma demonstração do ambiente intimista, declarou que parecia estar fazendo música “na sala de casa”. Reis destacou, também, a importância de manter a periodicidade do festival, mesmo que em uma edição mais compacta, para marcar a primeira década do evento. “A lei de incentivo fiscal passou por uma reforma e as empresas deram um tempo para tentar entender essas mudanças. Mas, agora, nosso patrocinador principal vai começar a reconsiderar os projetos a partir deste mês. Então, viemos para não deixar essa lacuna na história do Fimp e confirmar que não vamos embora. Gostamos de estar aqui, queremos estar aqui”, garantiu.
A secretária de Cultura de Bagé, Anacarla Flores, adiantou que todos os atores envolvidos, tanto a produtora do evento, Più Mosso, quanto o próprio poder público, devem iniciar, em breve, as tratativas para captação de recursos para a 11ª edição, a ser realizada em 2020. “Neste ano, com recursos reduzidos, fizemos uma grande união de esforços que possibilitou esses três dias de evento, com muita música de qualidade e profissionais de alto gabarito e, em breve, começamos a construir um evento tão bom quanto ou melhor que as últimas 10 edições”, diz.
Além das apresentações na noite de quarta-feira e de ontem, o evento focou nas oficinas com os alunos do Imba, além da apresentação de um dos tradicionais concertos comunitários, que ocorreu na tarde de quinta-feira, na Santa Casa de Caridade de Bagé.
Hoje, a apresentação acontece em Aceguá, na 1ª Igreja Irmãos Menonitas, na Colônia Nova, às 20h. O evento é uma realização da produtora Piú Mosso, com apoio da Prefeitura de Bagé, Prefeitura de Aceguá e Unimed.

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