ANO: 25 | Nº: 6401
27/09/2019 Fogo cruzado

Presidente do PSL no município assume prefeitura de Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

Machado destaca boa relação com equipe, adiantando manutenção da estrutura
Machado destaca boa relação com equipe, adiantando manutenção da estrutura
Com filiação ao PSL homologada no início do mês, o vice-prefeito de Bagé, Manoel Machado, 65 anos, assumiu o posto de chefe do Executivo bajeense, ontem. Machado, que foi eleito pelo PSDB, na chapa encabeçada por Divaldo Lara, do PTB, afastado do cargo por 180 dias, adianta que ‘nada deve mudar, em curto prazo, na composição do governo’. “Vamos manter os cronogramas de obras já estabelecidos. A equipe é muito boa. Tenho uma boa relação com todos. Nosso espírito é trabalho”, resume a liderança liberal.
Machado se reuniu com agentes do governo, ontem, para deliberar as primeiras ações. Sem projetar qualquer mudança no primeiro escalão, o prefeito salienta que ‘a intenção é respeitar o trabalho que estava sendo desenvolvido por Divaldo’. “Estamos tratando tudo com muita cautela. A defesa de Divaldo está trabalhando no sentido de reverter a decisão de afastamento. Vamos trabalhar para que as determinações da Justiça sejam cumpridas. Neste momento, toda equipe se reporta a mim e estamos mobilizados para manter o planejamento”, reforça.

Agendas
Até o início da tarde de ontem, Machado ainda não havia conversado com Divaldo. A liderança do PSL, porém, reafirma o respeito ao petebista, apontando qualidades de sua gestão, enfatizando, porém, que todas as agendas da prefeitura serão revisadas, por uma questão prática. “A tendência é manter os compromissos possíveis, mas ainda estamos nos apropriando de tudo. Não podemos adiantar nada neste sentido, por enquanto”, pontua, ao destacar que vai manter a reunião de governo, realizada, tradicionalmente, às segundas-feiras. “A ideia, na próxima reunião, é contar com secretários e vereadores da base”, revela.

Trajetória política
Machado tem experiência na política local. Foi vereador, na legislatura 2001-2004, e respondeu por secretarias de governo. Disputou a prefeitura, pelo PSDB, em 2012, e, em 2016, compôs a coligação ‘Todos Pela Mudança’, como candidato a vice-prefeito, em chapa encabeçada por Divaldo. A mudança de sigla, para o PSL (partido do presidente da República, Jair Bolsonaro), foi formalizada este ano. “Recebi o convite e enxerguei uma oportunidade de retornar às minhas origens liberais, de quando integrava o PL”, recorda.
O prefeito revela um sentimento de insegurança com o PSDB. “No ano passado, quando o partido deliberou sobre a definição de candidaturas, solicitaram indicações de nomes em cada região. Consultei lideranças locais, quando meu nome foi escolhido como pré-candidato a deputado. Houve, inclusive, aprovação em convenção. Mas acabaram cortando uma candidatura e foi a minha. Acontece que não recebi nenhuma explicação do partido. E me senti inseguro nesta situação. Isso pesou para minha saída”, confessa.

PSL na prefeitura
Fundado em 1994, o Partido Social Liberal (PSL) obteve registro definitivo em 1998, sob a presidência nacional de Luciano Bivar. O partido disputou a presidência da República duas vezes: em 2006, com Bivar, e em 2018, com Jair Bolsonaro. Em Bagé, Uidson Ricardo Santos dos Santos (Zoinho) disputou a prefeitura pela sigla, em 2016. A candidatura, entretanto, foi indeferida pela Justiça Eleitoral, porque o diretório municipal não estava vigente.
A situação foi regularizada com Machado, que assumiu a presidência da legenda, em Bagé, tendo como vice-presidente o coronel José Antônio Marques da Silva. O partido, aliás, cresceu consideravelmente em 2019. Em maio do ano passado, de acordo com levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSL tinha apenas 28 filiados em Bagé. O volume de filiações saltou para 106, em maio deste ano.

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...