ANO: 26 | Nº: 6527
10/10/2019 Cidade

Banda formada por bajeenses em Florianópolis, Tri Roots lança primeiro EP

Foto: Divulgação

Atual formação conta com Silveira, Milena e Dornelles
Atual formação conta com Silveira, Milena e Dornelles

Com o primeiro EP disponível nas plataformas para download desde a semana passada, o power trio Tri Roots se destaca pela qualidade dos arranjos baseados no blues, rock clássico, funk e grunge. Fundado em Florianópolis, pelo bajeense Douglas Silveira, é mais conhecido na ilha como Bagé Bluesman. Músico versado, fez parte de algumas das principais bandas bajeenses das últimas duas décadas, como Phosphurus, Fronteira Blues e Sonoplastia Neanderthal. Ao se mudar para Santa Catarina, deu continuidade ao trabalho musical e, para isso, ganhou uma parceria inesperada: a filha Milena.
Aos 12 anos, Milena personifica o "girl power" e acompanha com maestria o groove de dois músicos adultos; a pouca idade é compensada com o vigor de suas batidas, que pratica desde os 5 anos. "Tem muita criança que toca instrumentos, mas a Milena se destaca porque são poucas que tocam em bandas com adultos, estão gravando e fazendo shows", destaca o pai. A dedicação de Milena, inclusive, garantiu à ela uma bolsa de estudos em uma escola de música, onde aprimora o talento despertado precocemente, vivendo em meio aos ensaios das bandas das quais o pai fazia parte.
"A primeira vez que ela tocou foi em um ensaio coletivo na casa do Lucas Ollé (músico bajeense), ela tinha cinco anos. A gente deu um intervalinho e ela sentou na batera e os guris ficaram ensinando uns grooves e ela seguiu fazendo. Foi ali que a gente percebeu que a Milena tinha talento para a coisa", recorda.
Silveira conta que a parceria musical iniciou nos primeiros meses de 2017, quando ele e Milena tocavam em duo pelas ruas e bares da ilha. Após alguns meses, com a entrada do baixista Pedro Terres, filho do músico tradicionalista Jari Terres, teve início a primeira formação do power trio. Terres saiu e cedeu o lugar para Tiago Dornelles, que assumiu as linhas de baixo do Tri Roots.
Outro fato que chama a atenção ao assistir uma apresentação do trio são os instrumentos utilizados por Silveira. Luthier de primeira, o artista lança mão de matéria-prima inusitada para fabricação de seus equipamentos, transformando uma simples fôrma de pudim em parte vital de uma guitarra construída, também, com madeira de demolição. Silveira vê potencial em qualquer material, até mesmo em uma velha maleta jogada a um canto, que em suas mãos ganha vida nova e lança notas e acordes sofisticados.
Outro ponto interessante de destacar sobre o EP é que a capa foi feita pelo músico e designer bajeense Diego Maraschin, falecido recentemente, amigo de longa data de Douglas, com quem tocou durante anos na banda Phosphurus.
Para quem deseja conhecer o trabalho do trio, o primeiro EP, O Sol Nasce para Todos, já está disponível nas plataformas digitais, Spotify e Deezer, além de um canal dos músicos no Youtube. É possível acompanhar o trio nas redes sociais, na página oficial da Tri Roots. Silveira adianta que shows em Bagé somente em 2020, quando pretende descer ao Rio Grande do Sul e tocar em Porto Alegre e na Rainha da Fronteira, durante as férias escolares de inverno de Milena.

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