ANO: 26 | Nº: 6544
17/02/2020 Fogo cruzado

Terminal para abrir novas oportunidades é a nova aposta do Estado

Foto: Gustavo Mansur/EspecialJM

Ato foi acompanhado por lideranças de Bagé, como o deputado Afonso Hamm e o presidente da Farsul, Gedeão Pereira
Ato foi acompanhado por lideranças de Bagé, como o deputado Afonso Hamm e o presidente da Farsul, Gedeão Pereira

A representatividade do setor orizícola, para o Rio Grande do Sul, é visto como um canal para auxiliar o Estado a buscar oportunidades que permitam um desenvolvimento, em especial financeiro, mais estável. E a nova aposta foi apresentada na sexta-feira, quando o governador Eduardo Leite anunciou um Terminal Logístico do Arroz (TLA) no porto do Rio Grande, já com a assinatura do lançamento do processo licitatório para a administração de uma área que pertencia à Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa).
Por meio de chamamento público, as empresas irão concorrer a um contrato de transição de seis meses, renováveis por mais seis meses. O Arrendamento Transitório viabilizará a operacionalidade de área portuária até a conclusão dos procedimentos licitatórios previstos pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Apontada como uma antiga demanda do setor orizícola gaúcho, o terminal pretende facilitar a logística e impulsionar as exportações do arroz produzido no Estado. O local tem mais de 60 silos, com capacidade total de armazenamento de cerca de 50 mil toneladas.
Leite, aliás, mostrou estar ciente do que representa o setor, ao evidenciar que o RS é o maior produtor do cereal no país, com cerca de 70% da produção nacional de arroz irrigado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).  “Ganho de competitividade depende de melhorias em estrutura logística. Esse é um foco do governo do Estado. Pela primeira vez teremos um espaço dedicado à exportação do arroz através do Porto do Rio Grande. Isso vai melhorar a qualidade e diminuir os custos dos produtores”, afirmou Leite.
Presente no ato, o presidente da Assembleia Legislativa gaúcha Ernani Polo (PP), com forte ligação com produtores, não deixou o ato passar em branco. "Será fundamental para dar impulso aos negócios no exterior. Teremos um novo panorama para o setor orizícola com a consolidação desse espaço", avaliou.
Vale lembrar que a estimativa de cultivo para a safra 2019/2020 no RS é de aproximadamente 950 mil hectares, com produtividade média de 7.765 kg por hectare,  semelhante às safras anteriores. A produção estimada para esta safra é de cerca de 7,3 milhões de toneladas - em 2018, o valor bruto da produção foi de R$ 6 bilhões no RS. A cultura conta com cerca de 7,8 mil produtores em solo gaúcho.

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