ANO: 26 | Nº: 6590
09/06/2020 Cidade

Detalhes da compra do Clube Comercial serão anunciados amanhã

Foto: Tiago Rolim de Moura

Entrega do Comercial ao Executivo pode ser acompanhada em live pela página da Prefeitura no Facebook
Entrega do Comercial ao Executivo pode ser acompanhada em live pela página da Prefeitura no Facebook
Anunciada em dezembro do ano passado, a intenção do Executivo Municipal de comprar o Clube Comercial foi concretizada. Os detalhes do processo de aquisição, bem como para uso da estrutura, pela Administração Municipal, serão informados amanhã, durante uma transmissão on-line, a partir das 11h, no Facebook da Prefeitura de Bagé.
Em conversa com a reportagem, a secretária de Cultura e Turismo, Anacarla Oliveira, relatou que a ideia é transformar o prédio em um Centro Cultural de Eventos, que, conforme a própria denominação aponta, servirá para local destinado para atividades dos mais variados segmentos da arte e cultura local, inclusive para o teatro. "A ideia é que seja tudo bem dinâmico", adianta ao destacar que, "vincular um prédio que é um patrimônio da cidade, casa com a proposta do Centro".
A compra foi autorizada após aprovação, na Câmara de Vereadores, de abertura de crédito para este fim. A lei municipal 6.176, de março deste ano, prevê que o prédio histórico deve abrigar projetos sociais e culturais da Prefeitura, visando à preservação do patrimônio material, cultural e afetivo, dentro das normativas do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Estadual - IPHAE - e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.
O valor mínimo estipulado para a venda do prédio era de R$ 8 milhões. As informações mais detalhadas da compra, porém, devem ser divulgadas durante a live, mas a secretária de Cultura adiantou que a intenção do município é aproveitar valores oriundos do Pré-Sal e emendas parlamentares para o pagamento do imóvel sem, deste modo, onerar os cofres municipais.
A venda e dissolução do Clube começou a ser debatida na metade de 2019, quando foi formada uma comissão de transição, responsável por dar prosseguimento aos trâmites. À época, o então presidente da entidade e integrante da comissão, Roberto Bandeira, declarou que as dívidas do clube eram superiores a R$ 1,5 milhão. Somando a isso as despesas mensais de R$ 48 mil, entre pagamento do quadro de funcionários, manutenção do prédio e pagamento de parcelamento de dívidas, se tornou inviável a continuidade das atividades do Comercial.
Bandeira destacou que o valor da compra será utilizado para quitar as dívidas do clube com os credores. O excedente deve ser utilizado em obras voltadas para a Saúde ou Educação, conforme for decidido pela comissão, a fim de perpetuar o nome do Clube na memória da cidade.

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