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Bajeenses adaptam rotina para garantir aquecimento durante o inverno

Em 20/07/2021 às 10:00h
Melissa Louçan

por Melissa Louçan

Bajeenses adaptam rotina para garantir aquecimento durante o inverno | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Empresários do setor apontam crescimento de 30% nas vendas Foto: Tiago Rolim de Moura

A temporada de baixas temperaturas já chegou à região da Campanha e a simples tentativa de manter a casa aquecida pode ser uma dificuldade para muitas famílias. Com um novo reajuste nas bandeiras tarifárias de energia a partir deste mês e com o valor do botijão de gás 20% mais caro do que no início do ano, muitas famílias têm adaptado a rotina em busca de economia no dia a dia.

É o caso do aposentado Jorge Carlos Ribeiro. Aos 64 anos, vive com a esposa em uma casa própria, porém divide o valor da única renda do casal - salário mínimo recebido por Ribeiro - para as compras de alimentos, medicamentos e lenha para manter a casa aquecida. Além disso, Ribeiro auxilia a família de uma das filhas, que ficou sem emprego por causa da pandemia. 

Com o valor de R$ 1,1 mil, ele conta que durante o inverno dá preferência por utilizar o fogão à lenha que, além de permitir o preparo dos alimentos, também é uma forma de aquecer a casa. Mesmo assim, utiliza o fogão a gás para preparar coisas mais rápidas, quando necessário. E mesmo assim, tem mantido a periodicidade mensal de troca de botijão, que já está na casa dos R$ 90.

Para manter o fogão à lenha sempre aceso, ele conta que compra cerca de 20 achas de lenha por R$ 10 - os gravetos e madeira mais fina para alimentar o fogo são obtidos pela família buscando nas áreas de vegetação próximas. E essa quantidade dura cerca de um dia, apenas.

Ribeiro conta que para equilibrar o valor disponível com as necessidades da família, economiza em outros segmentos. “Quando a gente faz o rancho, compra a comida mais barata, tentamos economizar luz e buscamos lenha no mato. Os remédios a gente não pode deixar de comprar. E agora, como tenho diabetes, preciso de uma alimentação especial. Uma pessoa que recebe um salário mínimo vive como? A gente aqui vive a pau e corda”, desabafa.

Na casa de Carmen Odete Munhoz, não há fogão à lenha. Os alimentos consumidos são preparados diretamente no fogão a gás, cujo botijão é trocado todo mês. Mas para garantir uma casa com temperaturas mais agradáveis no inverno, ela utiliza a lareira da família. Contudo, com a suba dos valores de itens básicos, a família faz alterações no dia a dia para atender as necessidades das três pessoas do imóvel com as duas rendas disponíveis.

Carmem explica, por exemplo, que agora tem concentrado as horas de fogo na lareira somente durante à noite. A carga de 100 achas de lenha, que duram cerca de 15 dias na casa, custa cerca de R$ 40. “Se o dia está muito frio, mesmo, aí faço de manhã e fica todo dia. Mas se não está tão frio, faço só à noite”, conta.

Outra adaptação necessária para economizar algum dinheiro, ao final do mês, é comprar os itens alimentares de necessidade básica através de sacolão - antes, a família comprava os itens separadamente, todo o mês. Agora, compra o sacolão pronto e apenas acrescenta itens menos básicos. “E também economizamos luz. Não deixamos lâmpada acesa. Quando sai de uma peça, já apaga. É pouco, mas acho que ajuda no final do mês”, aponta.

Lenheiras registram aumento na demanda

Na lenheira Barracão, a proprietária Neide Saretta aponta ter registrado venda 30% superior ao mesmo período de 2020. Com o frio intenso dos últimos dias, ela conta que novos clientes apareceram, enquanto velhos clientes retornaram para garantir estoque para o inverno, principalmente para o uso em lareiras.

Já Amélia Costa, da Lenheira Canaã, aponta que houve um aumento significativo em relação à venda de lenha em geral, mas o destaque é para a lenha específica para fogão à lenha - madeira menor e mais fina ensacada. “Pelo que pude perceber, o pessoal está optando bem mais, nesse ano, pelo consumo de lenha para fogão, que aí já faz duas coisas ao mesmo tempo: aquece a casa e prepara a comida”, destaca.

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