MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

ELLAS

MEB enaltece Bagé e seus 210 anos com poemas destacados na vitrine da LEB

Em 24/07/2021 às 11:03h
Viviane Becker

por Viviane Becker

MEB enaltece Bagé e seus 210 anos com poemas destacados na vitrine da LEB | ELLAS | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Marcia Duro Mello e Magda Gehres chamando a atenção para vitrine

Morada antiga

(Severino Moreira)

É lindo ver a morada,

lá no lombo da coxilha,

campo de pasto e flechilha,

um caponete de cada lado.

É um recanto sagrado

para quem se criou na lida,

por ser nobre guarida

e o mais puro dos legados.

Há resquícios de passado;

e modernidade permitida.

 

Vislumbro histórias acolhidas,

Debaixo de sua cumeeira;

e, nas pedras da mangueira,

ficou o suor da escravidão...

Quantas charlas no galpão,

quantos mates na varanda,

é o tempo maula que manda

buscar recursos na evolução

e sem desgarrar do próprio chão;

e do destino que nos comanda...

 

O tempo te deu cara nova,

maquiou teu semblante.

O galpão virou casa do possante,

que aposentou o velho arado.

O poço se mostra empoeirado,

não precisa roldana nem balde.

Ficou tanta coisa “devalde”,

ao remoçar todo o rincão,

que até o velho lampião

virou relíquia do passado

e, hoje, dorme apagado,

num esteio do galpão.

 

 

 

Avenida Sete de Setembro

(Marilene Figueiredo Nunes)

Pelos idos dos anos 50,

era glamour

subir e descer a Sete.

Vestir-se, com capricho,

lustrar os sapatos

para, nela, passar

como se fosse desfilar.

Melhores roupas,

chapéus, toucas,

cabelos bem penteados,

com requintes, no passado,

era referencial e orgulho

para nossa cidade.

O tempo passou...

Mudaram os hábitos,

as pessoas e seus comportamentos...

Renovaram-se os pensamentos

e, na SETE, ficou a maior concentração

do comércio, bancos, carros e lojas

para todos os gostos e poder aquisitivo.

Todos por ali estão...

Todos por ali se cruzam...

Todos por ali se falam...

É lugar de encontros e reencontros

feitos nas cruzadas rápidas das pessoas.

Quer faça sol ou chuva,

lá está a SETE, sempre,

com o burburinho de pessoas e carros.

Somente silenciam os passos,

quando chega a noite...

Então, tudo silencia na madrugada...

Somente se ouve o farfalhar das palmeiras.

E a SETE fica encantada

debaixo das sombras altaneiras.

O início da Sete de Setembro

parece ser o final

que, de fato, por ironia,

é o fim do destino de muitos...

 

Desvelo

(Magda Cristina Silveira Gehres)

A lã, que cobre teu corpo,

lembra o aconchego do lar.

O calor ,que ela traz,

é puro amor que apraz.

Tecidos estes fios,

forma-se a trama,

que o destino irá cingir.

Na abrangência dos campos,

existe alguém a pastorear,

direcionando o rebanho,

para nenhuma ovelha desgarrar.

No tear da existência,

fia-se dia e noite,

enrolando dores, num novelo,

e desenrolando o desvelo.

 

 

Sol no Ocidente

(Marcia Duro Mello)

O sol, no ocidente,

desce banhado em luz...

Na conjunção com a câmera,

desce em forma de cruz.

A linha do horizonte

ganha banhos de caramelo...

Por detrás dos montes,

se desintegra o círculo amarelo

e se incendeia no azul céu...

Jogo de luz e sombra

faz o mistério da tarde quase morta

virar véu.

O arvoredo faz recortes no céu azulado

e o pampa se prepara para dormir...

O dia está fadado

a morrer lentamente

no manto de estrelas.

O cerne vegetal boceja

para a luz bruxuleante...

Então, que  assim seja!

O Senhor descansa na luz!

Nós procuramos a luz!

Deixemos de ser itinerantes,

mutantes,

para nos encontrarmos no enlevo divino.

 

 

Em Santa Tecla, o Forte

(Jaime Barbosa Viviam Jr. – julho/2021)

Das  estâncias  jesuíticas, um posto se originou

em Santa Tecla em meio a marcos e bandeiras

O  povo  guarani ,aqui,  chegou  e  lutou.

“Esta  terra  tem  dono!”  Sepé logo  bradou.

 

Na coxilha grande, nascentes do Rio Negro,

os castelhanos marcharam e o forte fundaram.

De terra socada, um fosso  ao redor e torrões,

com  cinco  baluartes de  espaldões e muitos canhões.

 

Em março, Pinto Bandeira despontou!

Por  vinte e seis dias, os lusitanos acamparam

por socorro os espanhóis as missões clamaram

muitos ataques os castelhanos rejeitaram.

 

No findar do mês, todos capitularam.

Nas dez carretas, a Montevideo rumaram.

E ,por ordem reais, os portugueses o fortim arrasaram

No entanto, no outro ano, castelhanos retornaram.

 

Os exércitos ,ao norte e sul, partiram;

mas uma guarda ficou e se chamou pelo Padroeiro.

Quando Diogo chegou; aqui, do acampamento

que povoou, de São Sebastião batizou.

 

 

 

 

Galeria de Imagens
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 999719480

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br