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Três décadas de dedicação ao Trabalho e à Justiça

Em 08/07/2024 às 08:38h
Giana Cunha

por Giana Cunha

Três décadas de dedicação ao Trabalho e à Justiça | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Uma trajetória de sucesso e determinação. Assim é possível definir os 30 anos de carreira da atual juíza titular da Primeira Vara do Trabalho de Bagé e Diretora do Foro Trabalhista Marcele Cruz Lanot Antoniazzi. O JM conversou, nessa semana, com a profissional sobre sua caminhada de três décadas de atuação serviço público, desde o início da carreira na esfera judicial até os dias atuais.

Marcele Cruz Lanot Antoniazzi é natural de Catuípe e possui graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Foi servidora técnica entre julho de 1994 e maio de 2005, quando tomou posse como Juíza do Trabalho.

JM: O que mudou nesses 30 anos ? 

Marcele: Eu ingressei com 19 anos, como Técnica Judiciária, com exigência de matemática, português e datilografia, para a prova de concurso. Preenchia ficha de controle dos processos com máquina de escrever. Os processos eram de muitos volumes de papel. A Informática chegou ao serviço público, mas não excluiu o modo humano de atender as pessoas. O juiz não é aquela figura de filme, é um ser humano que precisa observar a sua realidade e a comunidade para dar efetividade na sua atividade.
As audiências eram exclusivamente presenciais, então enfrentamos a Pandemia da Covid-19 e o Judiciário se reinventou, incorporou a tecnologia. Ciclicamente há tentativas mais ou menos claras de extinção da Justiça do Trabalho, que acaba sendo o ramo do Poder Judiciário com maior efetividade e poder de transformação social porque tenta equilibrar renda e mão de obra.
Agora, já se convive a Inteligência Artificial, ainda não sabemos qual vai ser o seu limite. Mesmo com todos esses anos, ainda há muita dificuldade para inserção do jovem no mercado de trabalho, o que enfrentei no início de minha vida laborativa. O jovem precisa capacitação e educação integral, eu sempre busquei cursos e estive atenta às poucas oportunidades, mas tive de trabalhar muito para ter os bons resultados.
As mulheres seguem com a sobrecarga de dupla jornada de trabalho, sendo praticamente as responsáveis pelas tarefas de cuidado do lar, cumuladas com a necessidade de auxiliar na subsistência, em desigualdade salarial e de oportunidades em relação aos homens. Mesmo durante 30 anos, essa realidade se perpetua em todos os ramos e precisamos buscar nossos espaços.
O Judiciário investe em qualificação do serviço público e, atualmente, exige metas de excelência, cumprimento de números de julgamentos anuais e acompanhamento de performance, muito diferente do conceito antigo de serviço público, tem se o conceito constitucional de Justiça  célere e efetividade.
Não podemos esquecer da onde viemos, nossas origens. Isso baliza o ser humano que somos e seremos. Nesses 30 anos mantive minha alma interiorana e simples, mas com muita força interior e coragem para enfrentar as situações que se apresentaram. Penso que autoconfiança, educação, foco e suporte familiar são a  base do sucesso para qualquer pessoa.

JM: Qual o significado desta trajetória?

Marcele: 30 anos significa uma vida de dedicação ao trabalho, buscando qualificação em todas as atividades que me propus. É a coroação de toda uma vida de trabalho, que iniciou no atendimento do balcão da Instituição que hoje eu represento. É uma longa caminhada de muita dedicação, de modo integral em muitos momentos, por acreditar que deveria retribuir de alguma forma tudo de bom que essa Instituição me proporcionou. Sou abençoada por Deus, com certeza, por auxiliar as pessoas a solucionar seus litígios, alcançar consensos. Nessa trajetória tive muitos bons exemplos, conquistei muitas amizades. Acredito que ainda posso contribuir para que as pessoas tenham mais consensos do que dissensos, usando meu aprendizado para que outros jovens acreditem no seu potencial para alcançar seus objetivos, mesmo que diante das adversidades.

 

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