Estado
Escolas privadas devem ter reajuste médio de 8,4% em mensalidades para 2025
Atualização acompanha o aumento de custos das instituições, aponta Sinepe/RS
por Gabriel Torma Aquere
Novos dados divulgados pelo Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS) revelam um reajuste médio de 8,4% nos valores da mensalidades para 2025. A oscilação acompanha também a projeção no aumento dos custos das instituições, que está projetado em 8,5%. Em Bagé, o Colégio Franciscano Espirito Santo revelou ao Jornal Minuano uma previsão de aumento de 9%. Outras instituições da cidade disseram ainda estar realizando cálculos.
A pesquisa do Sinepe, realizada em outubro, contou com a participação de 106 escolas associadas, de todas as regiões do Estado. Entre elas, 67,9% esperam manter ou aumentar, mesmo que em percentual pequeno, o número de matrículas. Segundo o SINEP/RS, a média de matrículas por instituição foi de aproximadamente 890 em 2024, com estimativa de 916 para 2025.
De acordo com o presidente da entidade, Oswaldo Dalpiaz, as instituições constróem o reajuste com base nos seus custos e investimentos, e também nas condições financeiras das famílias dos estudantes. “Ao elaborarem o valor da mensalidade, as escolas trabalham com a planilha de custos e observam o contexto no qual estão inseridas. É preciso considerar que vivemos um ano de desafios, como a enchente do mês de maio, que afetou muitas escolas”, ressalta. Ele ainda explica que esse é um reajuste médio, havendo escolas que aumentarão acima desse percentual e outras abaixo. “Varia muito de acordo com a realidade de cada instituição de ensino. Se a escola fez investimentos como aquisição de laboratório, ampliação do prédio, pode ter um reajuste maior neste ano”, frisa.
Dalpiaz ainda explicou que a definição de reajuste leva em consideração uma série de fatores, ultrapassando o percentual previsto pela inflação. Conforme o estudo do Sinepe/RS, os custos que mais impactam no orçamento das escolas são com pessoal, infraestrutura física e lógistica, contratação de monitores para atendimento da educação inclusiva, investimento em tecnologia, além de contas públicas, como água e luz.

