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Candiota: 33 anos

Em preparação para transição econômica diante de incertezas sobre o futuro das termelétricas

Em 24/03/2025 às 17:00h
Melissa Louçan

por Melissa Louçan

Em preparação para transição econômica diante de incertezas sobre o futuro das termelétricas | Candiota: 33 anos | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Foto: Sidimar Ferreira Rostan/Especial JM

Candiota, conhecida por sua forte dependência econômica do Complexo Termelétrico de Candiota, enfrenta um momento decisivo com a possibilidade de fechamento das usinas movidas a carvão mineral. Diante desse cenário, o município e sua população buscam alternativas para garantir a manutenção do emprego e a diversificação da economia local.

O vice-prefeito de Candiota, Marcelo Gregório, destaca que a transição econômica é uma prioridade não apenas para o município, mas para toda a região. “Candiota é o polo industrial de geração de emprego. Hulha Negra, Bagé, Pinheiro Machado, Aceguá, Pedras Altas, todas essas cidades dependem dos empregos gerados pelo Complexo Termelétrico. A transição não é só importante para Candiota, mas para toda essa região que busca, através do emprego, a subsistência de suas famílias”, afirmou.

Apesar da forte presença do carvão na economia local, Candiota tem buscado outras fontes econômicas. A produção de sementes de olerícolas, a cultura da soja nos assentamentos e a vitivinicultura com investimentos de empresas como Miolo, Galvão Bueno e o empresário Luís Eduardo Batalha são setores que têm crescido. Além disso, o cultivo de olivais e o turismo emergem como alternativas viáveis para gerar novos empregos e atrair investimentos.

Para mitigar os impactos da transição, a qualificação da mão de obra local tem sido uma estratégia adotada pelo poder público. O vice-prefeito ressalta parcerias com o SESI, o governo estadual e o federal para capacitação profissional. Segundo ele, o objetivo é preparar os trabalhadores para novas oportunidades no parque industrial, que poderá absorver entre três e cinco mil pessoas na fase de expansão.

Projeto de transição econômica

O projeto de transição econômica para Candiota está ancorado em tendências internacionais e foi estruturado a partir de debates promovidos pelo poder público municipal em parceria com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e outras instituições. Nelson Kadel, doutor em Engenharia de Produção pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) tendo como linha de pesquisa a gestão da sustentabilidade na mineração, é o responsável pela elaboração do projeto, explica que a proposta foi base para um projeto de lei federal apresentado ao Congresso.

“A transição econômica do município foi uma das vertentes da minha tese de doutorado, que teve por base olhar de forma holística a mineração de carvão. A partir dessa pesquisa, buscamos aprender com experiências internacionais, como as da Alemanha, um dos países que mais investiu no assunto”, afirma Kadel.

Uma das principais iniciativas dentro do projeto é a transformação do Centro Cultural em um Polo de Tecnologia e Inovação da Transição Energética. O objetivo é que o espaço funcione como uma incubadora de startups, oferecendo suporte a empresas iniciantes e promovendo inovação tecnológica. “Uma vez estruturada essa solução, será a hora de aproximar as empresas da sociedade, na busca de desenvolver talentos locais e criar novos empregos na economia verde”, explica Kadel.

O projeto também prevê a captação de investimentos, utilizando verbas já aprovadas na lei de transição econômica, e a busca por patrocinadores locais, incluindo as próprias geradoras de energia a carvão. A proposta é incentivar soluções para captura de CO2 e otimização de processos industriais através da Indústria 4.0.

Impacto social e engajamento da comunidade

A participação da comunidade no processo de transição econômica é considerada essencial. A população será envolvida por meio de programas educacionais e apresentação de projetos. Segundo Kadel, “a mudança começa na cidade”, e o plano é garantir que toda a comunidade estudantil esteja integrada ao processo.

O vice-prefeito reforça a necessidade de melhorar a infraestrutura urbana para tornar a cidade mais atrativa. Ele defende a criação de uma sede centralizada que concentre serviços essenciais como bancos e comércio, além do fortalecimento de áreas como educação, saúde e lazer. “Temos uma população flutuante. Precisamos reverter isso oferecendo infraestrutura e serviços para que as pessoas escolham morar em Candiota”, pontua.

No curto prazo, a prioridade é obter o aval do governo estadual para garantir apoio institucional ao projeto. Com isso, avançará a próxima etapa, chamada de “Candiote-se”, que busca apresentar o município e suas potencialidades ao público em geral.

Referência para outras cidades

O modelo de transição econômica de Candiota pode servir de referência para outras regiões que enfrentam desafios semelhantes. Kadel destaca que o município se diferencia por sua responsabilidade ambiental, com monitoramento da qualidade do ar e diversidade econômica crescente. “O carvão ainda é o motor da economia, mas temos vinhos, azeites e uma agricultura forte. Agora, Candiota sai na frente ao lançar um projeto de transição econômica baseado na colaboração”, conclui.

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