MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Candiota: 33 anos

Uma indústria na origem da urbanização

Em 24/03/2025 às 13:00h

por Redação JM

Uma indústria na origem da urbanização | Candiota: 33 anos | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Estrutura tombada como patrimônio do Estado foi transformada em Centro Cultural / Foto: Sidimar Ferreira Rostan/Especial JM

Convertida em Centro Cultural, a planta que abriu a operação da Candiota I, primeira usina a usar carvão mineral como fonte de energia no município, foi oficialmente tombada como patrimônio histórico em abril de 2013. A decisão foi tomada devido ao valor artístico e à importância urbana do local, que foi crucial para a urbanização de Candiota. A construção da usina, aliás, exigiu a criação de um núcleo habitacional para seus funcionários, que acabou sendo a base para o município, emancipado em 24 de março de 1992, após a realização de um plebiscito.

O tombamento, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), abrange o conjunto original de edificações da usina, incluindo suas fachadas, esquadrias, cobertura e outros elementos construtivos que preservam o design original do complexo. Juridicamente, o tombamento é o primeiro passo na criação de um Complexo Cultural, planejado pela extinta CGTEE, para resgatar a história da atividade carbonífera, que se intensificou após a Segunda Guerra Mundial, devido ao racionamento de petróleo.

O carvão de Candiota alimentou diferentes projetos ao longo de seis décadas. No livro Candiota: origem e história, Naiara Dal Molin observa que, na década de 1950, a proposta de construção da usina termoelétrica estava ligada ao projeto de eletrificação de ramais ferroviários. A autora aponta que, após a apresentação de relatório de pesquisa geológica na região, um plano de lavra de carvão mineral foi autorizado em 1952, por meio do Decreto nº 30.569. A Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS) estudava alterar a tração a vapor das locomotivas para um sistema elétrico em alguns trechos da malha ferroviária, incluindo o trajeto de Bagé à estação de Torquato Severo, no município de Dom Pedrito.

Para atender às principais cidades da zona da estrada de ferro, o governo do Estado propôs uma ampliação na capacidade da usina termoelétrica a ser construída pelo então Ministério da Viação e Obras Públicas, responsabilizando-se pelas linhas de transmissão e subestações. E assim surgiu o projeto da Candiota I.

A usina, que não chegou a abastecer as linhas férreas, foi inaugurada oficialmente em 22 de dezembro de 1961, pelo presidente da República, João Goulart, e o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. Nas décadas seguintes, a demanda crescente por energia levou à construção das usinas Candiota II, inaugurada em 1974, Candiota III, que foi paralisada no final do ano passado, e Pampa Sul, em operação desde 2019.

No discurso de inauguração, João Goulart classificou a inauguração da Candiota I como ‘importante contribuição para o desenvolvimento de extensa área da zona sul, compreendendo, numa etapa inicial do seu programa, os municípios de Bagé, Rio Grande, Pelotas e Arroio Grande’. “Não se pode falar em desenvolvimento sem energia. Um país não se pode industrializar, não pode sequer superar as condições primárias do seu atraso, sem que nele o trabalho disponha de equipamento energético, característica da civilização moderna”, disse o presidente.

João Goulart recordou que a obra havia iniciado em 1953, definindo a usina de Candiota como ‘o exemplo de uma colaboração feliz entre o Governo Federal e o do Estado’. “O investimento da União, através do Ministério da Viação e Obras Públicas, montou a meio bilhão de cruzeiros. A cargo do Estado esteve a construção de cinco subestações, que compreendem a primeira fase, e 300 quilômetros de linhas de alta tensão em torres de aço. Para essa obra concorreu um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, no total de dois bilhões de cruzeiros”, detalhou, em seu discurso.

Galeria de Imagens
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br