Opinião
2025 e as políticas públicas para as pessoas idosas
Dudu Colombo | Ex-Prefeito de Bagé e Mestrando em Gerontologia Social | duducolombo613@gmail.com
por Redação JM
Conforme o Dr. Kalache, médico gerontólogo brasileiro, vivemos o século do envelhecimento. Em 2000, no nosso país, a parcela de pessoas idosas – aquelas com 60 anos ou mais – era de 8,7% e em 2024 avançou para 16,1%. Projeta-se que em 2030 será de 19% e que chegará a 37,8% em 2070.
O envelhecimento populacional brasileiro ocorre em alta velocidade e em meio a profundas desigualdades econômicas e sociais. Enquanto a longevidade apresenta-se como uma conquista da humanidade, observa-se que o envelhecimento saudável e a qualidade de vida são afetados, entre outros fatores, também pela carência de políticas públicas voltadas às pessoas idosas.
Neste ano teremos uma imensa oportunidade de qualificar essas políticas públicas, na medida que o governo federal promoverá a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, espaço de debate e de formulação de propostas entre a sociedade e a gestão pública.
São três etapas obrigatórias: a municipal, para ocorrer até junho, convocada por cada Prefeito Municipal; a estadual, a ser feita até agosto, convocada pelo Governador do Estado. Encerra o processo, a Conferência nacional, prevista para novembro e convocada pelo Presidente da República.
O tema central será “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”, desdobrado em cinco eixos: o financiamento das políticas públicas para ampliar e garantir direitos sociais; o fortalecimento das políticas para proteger a vida, a saúde e o acesso ao cuidado integral da pessoa idosa; a proteção e o enfrentamento a todas as formas de violência, abandono social e familiar da pessoa idosa; a participação social, o protagonismo e a vida comunitária na perspectiva das múltiplas velhices e, a consolidação e o fortalecimento da atuação dos Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa como Política do Estado Brasileiro.
Com o poder público criando as condições e a cidadania participando, cada município será um terreno fértil para a melhoria das políticas públicas voltadas ao segmento populacional que mais cresce no país.

