Estado
CEEE Equatorial adota nanotecnologia para rastrear cabos furtados
Tecnologia pioneira já ajudou a coibir furtos que deixaram mais de 105 mil clientes sem luz em 2025
por Redação JM
A CEEE Equatorial começou a utilizar nanotecnologia para identificar cabos furtados da rede elétrica. A tecnologia, já aplicada pelo Exército Brasileiro no controle de explosivos, permite rastrear o material mesmo quando queimado, raspado ou derretido.
Entre janeiro e agosto deste ano, a concessionária registrou mais de 3,9 mil ocorrências de falta de energia causadas por furtos ou tentativas de furto, média de 16 casos por dia. Mais de 105 mil clientes já ficaram sem luz em 2025 em razão da prática criminosa, que atinge principalmente cidades litorâneas como Rio Grande, Capão da Canoa e Porto Alegre.
Segundo o gerente de Segurança Empresarial da CEEE Equatorial, Johnathan da Costa, a chamada Tecnologia Integrada de Rastreabilidade “cria uma espécie de DNA nos cabos”, permitindo a identificação por meio de caneta a laser. O processo já foi implantado em subestações de áreas críticas e todo material novo para manutenção ou renovação da rede recebe a tecnologia antes de sair dos depósitos.
O presidente da companhia, Riberto Barbanera, ressalta que o investimento é pioneiro no setor elétrico brasileiro. “Em 2025, os furtos já representaram a interrupção de energia para mais de 105 mil clientes. Além de transtornos, isso gera custos de reposição e manutenção que acabam impactando a tarifa do consumidor”, afirma.
A concessionária mantém parceria com a Secretaria da Segurança Pública nas Operações Fios e Cabos, com apoio da Brigada Militar e Polícia Civil. Neste ano, 64 operações resultaram na prisão de 46 pessoas por receptação.
Desde 28 de julho, está em vigor a Lei nº 15.181, que aumentou as penas para furto, roubo e receptação de cabos e equipamentos de energia elétrica. O furto qualificado passou a ser punido com 2 a 8 anos de reclusão. Em casos de roubo que comprometam serviços essenciais, a pena é de 6 a 12 anos. Já a receptação pode chegar a 16 anos de prisão, dependendo da gravidade.

