Saúde
Envelhecimento populacional brasileiro: conquistas e desafios
por Dudu Colombo | Professor, Ex-Prefeito de Bagé e Mestrando em Gerontologia Social | duducolombo613@gmail.com
por Redação JM
Algo muito bom e importante vem acontecendo, a expectativa de vida das pessoas vem aumentando e por isso, a humanidade está vivendo mais!
Trata-se, antes de tudo, de uma conquista civilizatória, mas que também agrega alguns desafios.
Conforme os dados do IBGE – Censo Demográfico 2022, o contingente de pessoas idosas, a partir de 60 anos de idade, residentes no Brasil superou 32,1 milhões de pessoas resultando um aumento de 56% em relação ao censo de 2010 e passando a representar 15,6% da população brasileira.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), no caso, indica que até 2030 o Brasil deverá ter mais pessoas idosas que crianças abaixo de 15 anos.
Nós gaúchos, vivemos no Estado com o maior percentual de pessoas idosas do país, onde alcançamos o patamar de 20,15%.
Por conta de dados como esses, nosso país já é considerado como uma das nações onde o processo de envelhecimento populacional ocorre de forma mais veloz.
No Brasil, o envelhecimento da população ocorre de modo diferente de como já aconteceu em outros países, onde o processo se deu de forma lenta e gradual. A França, como um caso para citar, levou 145 anos para dobrar sua população idosa: em 1850 era 10% e só chegou a 20% em 1995. No Brasil, isso está evoluindo para acontecer em apenas 25 anos. Se as pessoas idosas eram 10% em 2010, a tendencia é de que os 20% sejam alcançados em 2025, ou antes!
E cabe observar, nessa comparação: A França, assim como outros países europeus, “envelhecia”, em um contexto econômico e social de “distribuição de renda”. No caso brasileiro, onde o processo é aceleradíssimo, “envelhecemos” ainda sob o peso de uma dinâmica onde coexistem a pobreza e a “concentração de renda”, uma das maiores e mais injustas que se tem conhecimento.
Diante disso, surgem algumas indagações: estamos nos preparando para essa nova realidade? temos a garantia de um envelhecimento com qualidade de vida?
Nessa lógica é que se torna necessário o debate e a reflexão de quais comportamentos e ações públicas e particulares, podemos adotar para garantir um envelhecimento saudável para o conjunto da população.

