Região
Projeto de ouro em Lavras do Sul já recebeu R$ 225 milhões em investimentos
Empresa canadense prevê início da construção da mina em 2028 e geração de até 850 empregos diretos, com impacto econômico estimado em R$ 2,7 bilhões em impostos nos primeiros 10 anos
por Redação JM
Lavras do Sul, na região da Campanha, voltou a ganhar destaque no mapa da mineração brasileira. A Lavras do Sul Mineração (LDSM), subsidiária da canadense Lavras Gold, já investiu cerca de R$ 225 milhões em pesquisa e desenvolvimento do projeto de exploração de ouro que pretende instalar no município.
Com 23 mil hectares de área pesquisada e 34 processos minerários ativos, a empresa estima ter identificado 1 milhão de onças de ouro no subsolo local. A fase atual é de pesquisa mineral, com foco na ampliação das reservas e na viabilidade econômica do empreendimento. A previsão é que a construção da mina comece em 2028, com operação em 2029.
O projeto, segundo projeções da própria empresa, pode alcançar produção anual de 100 mil onças de ouro, o equivalente a cerca de 3,1 toneladas, movimentando aproximadamente US$ 420 milhões por ano. Em impostos, a estimativa é de R$ 2,7 bilhões nos primeiros dez anos de atividade.
Para o presidente da LDSM, Paulo Serpa, a iniciativa tem potencial de transformar o perfil econômico do Rio Grande do Sul. “O Estado tem uma vocação natural para a mineração, mas ainda enfrenta entraves que dificultam o avanço do setor. Nosso objetivo é contribuir para destravar esse potencial e fortalecer a economia regional ao lado do agronegócio”, afirma.
Enquanto as perfurações e estudos seguem em ritmo acelerado — já são 125 mil metros de sondagem realizados —, a empresa também aposta em projetos sociais e ambientais como forma de estreitar laços com a comunidade. Entre as ações estão a Rota do Ouro, circuito que resgata a história da mineração no município e valoriza espaços de memória, e o Projeto Viver, que promove a conservação do bioma Pampa com viveiros de mudas e hortas comunitárias, envolvendo escolas e entidades locais.
As iniciativas já mobilizaram centenas de moradores nos últimos anos e buscam fortalecer o senso de pertencimento e o debate sobre o papel da mineração no desenvolvimento local.
O projeto da LDSM foi reconhecido, pelo segundo ano consecutivo, entre os 50 melhores da TSX Venture, ranking da Bolsa de Valores de Toronto, que avalia desempenho financeiro e práticas de sustentabilidade.
Com investimento total previsto de US$ 250 milhões e geração estimada de 850 empregos diretos, o empreendimento promete se tornar um dos maiores projetos minerais do Sul do país — e reacende o debate sobre o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental na região do Pampa.

