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Região

O artesanato em lã que nasceu e cresceu na Feovelha

Em 30/01/2026 às 16:36h

por Melissa Louçan

O artesanato em lã que nasceu e cresceu na Feovelha | Região | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Vestidos com detalhes em lã foram confeccionados pela Fio Farroupilha para a Corte da Feovelha de 2024 Foto: Divulgação

Antes mesmo de entrar nas histórias individuais que a lã ajudou a tecer ao longo das décadas, o espaço do artesanato na Feovelha se apresenta como um retrato coletivo de tradição e técnica com matéria-prima regional. Na 42ª edição da Feovelha, esse universo ganha a partir do trabalho articulado pela Emater/RS-Ascar, responsável por coordenar a exposição, os concursos e as oficinas de artesanato em lã ovina.
À frente dessa organização está a extensionista Rozana Moraes da Silva, que acompanha de perto a evolução das técnicas e do próprio perfil de quem produz e consome artesanato em lã. Neste ano, a Emater promove a 19ª edição do Concurso de Artesanato, com nove categorias, da fiação ao tricô, da feltragem à inovação, além do tradicional concurso de peles, que avalia pelegos. As peças são analisadas por jurados a partir de critérios como qualidade técnica, textura, criatividade e acabamento, sempre com o objetivo de estimular o aperfeiçoamento e a inovação.
O espaço reúne, além do grupo de artesãs de Pinheiro Machado, trabalhos de outros seis municípios, ampliando a diversidade de produtos e experiências. Também integra oficinas práticas, como a de tapeçaria em lã, programada para sexta e sábado, e momentos de troca. “A Feovelha é a vitrine da ovinocultura, reunindo tradição, cultura, negócios e promovendo toda a cadeia produtiva da lã”, resume Rozana, ao definir o papel do evento para os grupos acompanhados pela extensão rural.

A trajetória de Andréa Madruga e da Fio Farroupilha na lã
É nesse ambiente de aprendizado, visibilidade e geração de renda, especialmente para mulheres do meio rural, que trajetórias como a da artesã Andréa Madruga, da marca Fio Farroupilha, se consolidam. 
Para Andréa Madruga, a Feovelha nunca foi apenas mais uma feira no calendário. Foi ali, entre remates, exposições e estandes de artesanato, que a artesã encontrou o ponto de virada da sua vida profissional. A relação com o evento acompanha sua história pessoal, seu trabalho com a lã e o crescimento da marca Fio Farroupilha.
A ligação de Andréa com a ovinocultura vem de muito antes da feira. Neta de produtor de ovinos da raça Corriedale, ela cresceu cercada pelo universo do campo. Ainda na infância, no interior de Piratini, teve o primeiro contato com a lã ao observar mulheres que trabalhavam manualmente a fibra. O gosto pelo artesanato nasceu ali.
O reencontro definitivo com esse universo aconteceu já na vida adulta, quando voltou ao campo após o casamento. Com o marido, retomou a criação de ovinos, começando com apenas dez animais e reconstruindo o rebanho aos poucos. Muitos dos carneiros que qualificaram a criação foram adquiridos justamente na Feovelha. Foi também na feira que Andréa conheceu, pela primeira vez, o artesanato em lã como atividade estruturada e profissional e se encantou.
A partir desse contato, a Feovelha passou a ser mais do que um espaço de visita e tornou-se vitrine, escola e ponto de encontro. O trabalho artesanal foi se sofisticando, apoiado no conhecimento técnico da fibra, na escolha criteriosa da lã e na busca por conforto térmico e sensorial. As peças da Fio Farroupilha passaram a incluir coletes, palas, ponchos, xales e pelerines, além de criações especiais como vestidos de festa, vestidos de noiva e capas cerimoniais, sempre confeccionados com lã fina e extrafina.
Esse domínio técnico levou Andréa a assinar peças simbólicas do próprio evento, como vestidos e acessórios usados por cortes da Feovelha em edições anteriores, produzidos com lã Merino e Ideal de classificação Merino. Cada trabalho exige experiência e profundo conhecimento da matéria-prima, algo que, segundo ela, não se aprende sem convivência com a ovinocultura e com o artesanato.
Mesmo após participar de grandes eventos, como a Expointer, realizar desfiles autorais e levar suas peças para outros estados e países, inclusive com vendas para a Europa e a América do Sul, Andréa mantém uma relação afetiva e profissional singular com a feira de Pinheiro Machado. “A Feovelha projetou a minha vida e a minha carreira profissional. Eu devo o reconhecimento da minha marca à ela. Ali eu comecei e, se Deus permitir, lá eu quero me aposentar, expondo”, afirma. Para ela, o evento é um espaço único de troca, aprendizado e valorização do saber técnico ligado à lã.
No aspecto comercial, a importância da Feovelha permanece central. Por ser a primeira grande feira do ano, o evento marca o início da temporada de trabalho da Fio Farroupilha. “ É ali que lanço peças novas e dali surgem as agendas do ano”, resume Andréa. Desde a criação da marca, ela nunca deixou de expor na feira.

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