Região
Ponte da Estiva, na ligação entre Bagé e Hulha Negra, apresenta riscos estruturais
por Márlon Castro Posqui
A Ponte da Estiva, localizada na estrada que liga Bagé a Hulha Negra, apresenta condições precárias e tem gerado preocupação entre autoridades e moradores da região. A situação veio à tona após a denúncia do vereador Ronaldo Hoesel, no qual ele alerta para os riscos estruturais da ponte e cobra providências urgentes do poder público.
Segundo Hoesel, a estrutura já esteve envolvida em uma tragédia. Em 2021, uma ciclista morreu após um acidente no local. O vereador afirma que há cerca de seis meses encaminhou um requerimento à Câmara de Vereadores solicitando que a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) adotasse medidas para solucionar o problema. Para ele, a situação exige ação imediata. “Precisamos de uma solução urgente. A ponte precisa ser interditada antes que aconteça uma tragédia”, declara.
De acordo com o vereador, a última reforma teria acontecido a cerca de oito anos, a partir de uma parceria entra as prefeituras, com apoio dos moradores e produtores rurais. Ainda, segundo Hoesel, a cabeceira da ponte, parte responsável pela sua sustentação, cedeu.
A gravidade do estado da ponte também foi confirmada pela Defesa Civil. O coordenador em exercício da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, Max Meinke, informou que realizou uma vistoria no local no último sábado, acompanhado do Secretário Edegar Franco, responsável pela pasta de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano. Conforme Meinke, após a inspeção foi emitido um expediente formalizando a situação e encaminhado aos responsáveis pela área: o próprio Franco e a Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana (SSM).
De acordo com Meinke, a Prefeitura de Bagé já está em busca da aquisição de madeiras para viabilizar a reforma da ponte, para garantir a segurança de quem trafega pela estrada.
Através do setor de Comunicação, a Prefeitura de Hulha Negra informou que os secretários de obras de Bagé e de Hulha Negra devem se reunir na próxima semana para discutir a situação e buscar uma alternativa conjunta para resolver a demanda, já que a ponte é utilizada por moradores dos dois municípios.

