Região
Prefeitura de Hulha Negra implanta desvio na Santa Elmira e reduz percurso em mais de 50 km
por Melissa Louçan
O trajeto até a escola e o escoamento da produção rural devem ficar mais curtos nas próximas semanas para quem depende da ponte da localidade de Santa Elmira, no interior de Hulha Negra. A estrutura, que há mais de quatro anos apresenta problemas e teve o tráfego restringido a veículos de até 10 toneladas, está recebendo um desvio provisório que promete reduzir em mais de 50 quilômetros o caminho percorrido diariamente por moradores e ônibus escolares.
A intervenção ocorre enquanto a recuperação definitiva da ponte aguarda início — a empresa vencedora da licitação deve começar a obra ainda em 2026. Até lá, a alternativa encontrada foi a construção de uma passagem paralela, capaz de garantir mais segurança e diminuir o tempo de deslocamento, especialmente para estudantes que enfrentavam longas horas dentro do transporte escolar.
A ponte conecta diversos assentamentos, como Nova União, Santa Luciana, Conquista do Futuro, Arvoredo e Tchê Guevara, além de outras comunidades da região. Com o bloqueio parcial e os riscos estruturais, produtores rurais, motoristas e famílias precisaram reorganizar rotas, ampliando custos e desgaste.
Conforme o coordenador de Gestão Rodoviária da Smors, Bruno Baptista, o trabalho envolve planejamento técnico detalhado e estrutura reforçada para suportar tanto veículos leves quanto máquinas agrícolas. “A gente vai colocar cinco linhas de bueiro de 80, com 16 metros de largura no pé da taipa, e, em cima, quatro, para poder passar as colheitadeiras, o pessoal que planta e os veículos pesados. Estamos trabalhando com uma escavadeira no local, dois caminhões e o rolo compactador, para compactar o solo, para que a taipa se emende e não rompa de novo com a pressão da água. Vão ser colocadas também mais três linhas de bueiros de metro no outro lado, para aumentar a vazão d’água, fazendo com que a água não passe por cima”, reforça.
A mobilização ganhou força a partir de uma demanda da própria comunidade escolar. O secretário de Obras, Moizés Abreu, ressalta que a prioridade foi minimizar o impacto na rotina das crianças. “Isso é muito importante, porque eles viram ali o conforto e o bem-estar das crianças. Imagina uma criança ficar três horas dentro do ônibus. Então, a gente está fazendo o maior esforço, toda a Secretaria de Obras com a nossa equipe e a ajuda dos parceiros, para montar aquele desvio o mais breve possível”, reforçou.
{AD-READ-3}Sob o ponto de vista pedagógico, a redução no tempo de deslocamento também é vista como um ganho educacional. A secretária de Educação, Cristiane Pereira Gonçalves, avalia que a melhoria interfere diretamente no rendimento dos alunos. “É uma melhoria que dialoga com o cuidado que temos com cada estudante. Quando qualificamos o acesso à escola, qualificamos também as condições para aprender, conviver e se desenvolver com mais serenidade e dignidade”, destacou Cristiane.
A expectativa é de que o desvio esteja em condições de tráfego entre 10 e 15 dias, dependendo das condições climáticas. Até lá, as equipes seguem trabalhando diariamente no local, com a meta de garantir uma solução segura e provisória enquanto a reconstrução definitiva da ponte não começa.

