MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Fogo Cruzado

Maioria do eleitorado e nas filiações, mulheres ainda ocupam menos de um terço das cadeiras na Câmara de Bagé

Em 08/03/2026 às 15:40h

por Redação JM

Maioria do eleitorado e nas filiações, mulheres ainda ocupam menos de um terço das cadeiras na Câmara de Bagé | Fogo Cruzado | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Apenas cinco cadeiras do Legislativo estão ocupadas por mulheres / Foto: ArquivoJM

Mesmo sendo maioria entre o eleitorado e nas filiações partidárias, as mulheres ainda enfrentam dificuldades para ampliar a presença nos cargos eletivos em Bagé. Atualmente, apenas cinco das 17 cadeiras da Câmara Municipal são ocupadas por mulheres, o que representa 29,4% do total de parlamentares. A composição da mesa diretora, porém, representa um destaque positivo, com a presidência de Beatriz Souza, do PSB, que sucedeu Andrea Gallina, do Progressistas. A mesa conta ainda com Faustina Campos, do União Brasil.

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o eleitorado bajeense é composto por 54% de mulheres (47.109) e 46% de homens (40.743). A mesma proporção aparece entre os filiados a partidos políticos no município: 54% são mulheres (8.905) e 46% homens (7.710). Apesar da maioria feminina nesses dois indicadores, a participação nas candidaturas ainda é menor. Nas eleições municipais de 2024, por exemplo, foram registradas 119 candidaturas masculinas (65%) e 63 femininas (35%).

A proporção atende à legislação eleitoral brasileira, que estabelece a chamada cota de gênero, determinando que cada partido ou federação deve reservar, no mínimo, 30% e, no máximo, 70% das candidaturas para cada gênero. Mesmo assim, a presença feminina nas candidaturas e nos cargos eletivos ainda não acompanha o peso das mulheres no eleitorado e na militância partidária.

Para a ex-vereadora Sonia Leite, que exerceu o maior número de mandatos entre as parlamentares bajeenses (em cinco Legislaturas), e também disputou a prefeitura, a diferença é resultado de fatores históricos, estruturais e culturais dentro da política.

Desafios estruturais

Sonia observa que, mesmo sendo maioria no eleitorado e também nas filiações partidárias, as mulheres ainda enfrentam barreiras históricas e estruturais dentro da política. “Muitas vezes recebem menos apoio, menos recursos e menos espaço real dentro dos partidos. Também acredito que existe um fator cultural importante: muitas vezes a própria mulher ainda tem dificuldade de acreditar e votar em outra mulher”, pontua.

A ex-vereadora observa que, em alguns casos, ainda é possível “perceber certa rivalidade entre mulheres, algo que é preciso superar para nos fortalecermos mutuamente”. “Quando as mulheres acreditarem mais nas próprias mulheres, essa maioria também começará a aparecer com mais força nos cargos eletivos”, enfatiza.

Cobrança maior

{AD-READ-3}

A professora Marília Loguércio Ferreira, vice-prefeita eleita em 1985, em chapa encabeçada pelo médico Luiz Alberto Vargas, é uma exceção feminina no Executivo bajeense, que nunca contou com uma prefeita. Na avaliação de Sonia, uma candidatura ao Executivo eleva o nível de cobrança. “A mulher precisa provar o tempo todo que é capaz e que tem preparo para governar. Existem também desafios muito concretos, como o financeiro, que pesa muito em uma campanha majoritária. Além disso, muitas vezes o próprio partido, que deveria fortalecer a candidatura, acaba direcionando apoio para quem atenda determinados interesses”, reflete.

Sonia afirma que, historicamente, buscou se posicionar com clareza. “Sempre deixei claro que não atenderia interesses que não fossem os da comunidade. Talvez por isso, mesmo tendo cinco mandatos como vereadora e colocando sempre meu nome à disposição para a presidência da Câmara, muitas vezes tive apenas o meu próprio voto. E sempre digo uma frase que resume minha trajetória: ‘eu não sirvo para o sistema’. Nunca tive preço e nunca me vendi para chegar ao poder por meio de moeda de troca”, enfatiza.

Galeria de Imagens
Leia também em Fogo Cruzado
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br