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Embrapa avalia temperamento de bovinos Brangus para seleção genética
por Redação JM
Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul estão utilizando uma metodologia para avaliar o temperamento de bovinos da raça Brangus, como parte de um projeto de melhoramento genético. O objetivo é identificar animais mais dóceis para utilização em cruzamentos e formação de linhagens com essa característica.
A avaliação é feita por meio da medição da velocidade de fuga, indicador que demonstra o grau de reatividade dos animais durante o manejo. Em março, machos e fêmeas entre um e dois anos foram submetidos ao teste nos campos experimentais da instituição, em Bagé.
O sistema consiste em um trajeto de cerca de 2,70 metros com sensores na entrada e na saída, que registram o tempo e calculam a velocidade do animal. A partir desses dados, é determinado um índice de temperamento. Cada bovino passa por duas medições, e a média dos resultados é utilizada para classificação.
Animais com menor velocidade de fuga são considerados mais dóceis, enquanto os mais rápidos são classificados como mais reativos. As informações podem ser utilizadas como critério de seleção ou descarte no rebanho.
O projeto integra ações de melhoramento genético da raça Brangus, com foco em características produtivas e comportamentais, com apoio da genômica.
A raça Brangus foi desenvolvida a partir do cruzamento entre Angus e Brahman, com origem nos Estados Unidos. No Brasil, os primeiros trabalhos ocorreram em 1945, em Bagé, com cruzamentos entre Nelore e Angus. Os primeiros animais com a composição genética atual nasceram em 1955, consolidando a raça adaptada a diferentes condições climáticas.

