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Veteranos seguem competitivos e mostram que idade não é barreira no esporte olímpico
Nada une as pessoas igual o esporte, principalmente os brasileiros. Em competições mundiais, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, diferentes grupos se juntam para torcer por um único objetivo: a vitória dos nossos atletas! E quando falamos sobre os atletas olímpicos, vamos ainda além.
por Redação JM
Nada une as pessoas como o esporte, principalmente os brasileiros. Em competições mundiais, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, diferentes grupos se juntam para torcer por um único objetivo: a vitória dos nossos atletas! E quando falamos sobre os atletas olímpicos, vamos ainda além.
Não é fácil treinar para ser um esportista de alto nível. Além da pressão da torcida, dos familiares e amigos, ainda existe a pressão — que é muito maior — dos treinadores, dos patrocinadores, de quem investe e quer ver resultados (para além da quadra, do campo, da piscina, da arena). E isso é apenas uma parte. O preparo físico e psicológico é monumental.
Talvez seja por isso que fãs dos esportes acabam virando fãs dos próprios atletas, e porque muitos deles estendem suas carreiras para continuar a competir, mesmo em idades mais avançadas. Uma coisa é certa: quem gosta de acompanhar, seja o esporte que for, sabe o quanto é gratificante ver um atleta de quem a gente gosta chegar a níveis excepcionais.
E além de movimentarem o astral e a economia dos países-sede, uma competição de alto nível como as Olimpíadas movimenta as plataformas legalizadas no Brasil no ramo de apostas, uma vertente que tem apoiado financeiramente o esporte. Jogue com responsabilidade.
Atletas veteranos de alto nível
Não é só no futebol que acompanhamos atletas de elite irem além do limite “esperado” para competir. Especialmente no contexto dos Jogos Olímpicos, as melhorias nos métodos de treinamento, na ciência do esporte e na preparação física permitem, cada vez mais, que competidores experientes se mantenham relevantes em competições internacionais por períodos mais longos.
Carreiras mais longas no esporte olímpico
Entre aqueles que participaram de mais competições ao longo da carreira olímpica, estão:
Ian Millar, do Hipismo (aposentou-se aos 72 anos): conhecido como Capitão Canadá, possui o recorde
absoluto com 10 participações consecutivas (entre 1972 e 2012), conquistando sua primeira medalha (prata) aos 61 anos, em Pequim 2008;
Afanasijs Kuzmins (aposentou-se aos 65 anos), do Tiro Esportivo: residente da Letônia, possui 9 participações olímpicas (última Olimpíada em Londres 2012);
Nino Salukvadze (hoje com 57 anos), do Tiro Esportivo: residente da Geórgia, é a primeira mulher a competir em 10 edições dos Jogos Olímpicos (desde 1988);
Hubert Raudaschl, da vela (aposentou-se aos 53 anos): austríaco, participou de 9 edições (entre 1964 e 1996). Entre os recordistas brasileiros, os que competiram por mais tempo nas Olimpíadas, com 7 participações cada, foram:
Formiga (aposentou-se aos 44 anos): única atleta do futebol, masculino ou feminino, a ter essa quantidade de participações seguidas (1996-2020);
Robert Scheidt (aposentou-se aos 48 anos): o maior medalhista olímpico do Brasil (ao lado de Rebeca Andrade), competidor da Vela;
Rodrigo Pessoa (aposentou-se aos 51 anos): atleta de saltos no Hipismo, que também alcançou a marca de sete Olimpíadas.
Veteranos que ainda estão na competição
Entre os atletas de alto nível que já estão em idade avançada e que não mostram sinais de que estão para se aposentar estão: o astro do tênis Novak Djokovic, o nadador Nicholas Santos e o skatista britânico Andy Macdonald.
Djokovic mira mais uma Olimpíada: atleta declara que planeja disputar Los Angeles 2028
Em terceiro lugar no ranking mundial da modalidade, Novak Djokovic, de 38 anos, abriu para o público sua intenção de competir nos Jogos Olímpicos de Verão de 2028, em Los Angeles. Se ele se classificar, o campeão sérvio terá cerca de 41 anos durante a competição.
Nicholas Santos e Andy Macdonald
Esses são outros dois esportistas que podemos ver nas próximas Olimpíadas, com uma diferença de idade significativa em comparação aos atletas mais jovens. Nicholas, agora com 46 anos de idade, se conseguir a classificação para o próximo torneio, será o segundo nadador mais velho da história, atrás apenas de Evan Thomas.
Andy Macdonald fez história nos Jogos de Paris ao ser o skatista mais velho da competição, com 51 anos na época. Sua presença destacou como experiência, técnica e adaptabilidade podem permitir que os atletas permaneçam competitivos mesmo em esportes associados a gerações mais jovens, assim como o skate e a própria natação.
Ciência do esporte prolonga carreiras olímpicas
Em diversas modalidades olímpicas, atletas veteranos continuam a alcançar marcos importantes. À medida que os atletas prolongam suas carreiras, os Jogos demonstram cada vez mais um equilíbrio entre o talento da juventude e a experiência dos veteranos, e os avanços na medicina esportiva são essenciais para que esse cenário se estabeleça.
Sensores biométricos de monitoramento;
Análise biomecânica;
Gestão de carga e fadiga;
Crioterapia, botas de compressão pneumática e terapia de luz infravermelha;
Treinamento cognitivo.
Técnicas de recuperação, planejamento profissional, acompanhamento nutricional, psicológico, modelos e métodos de treinamento específicos para cada modalidade olímpica. Todos esses são exemplos de como a evolução da ciência do esporte tem ajudado muitos competidores a manter o desempenho de elite por períodos mais longos e a redefinir as expectativas de idade provando que dedicação e preparação podem sustentar um alto desempenho muito além do que antes era considerado o auge atlético tradicional.

