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Estiagem preocupa técnicos e mantém alerta para racionamento de água em Bagé

Em 31/03/2026 às 07:18h
Jaqueline Muza

por Jaqueline Muza

Estiagem preocupa técnicos e mantém alerta para racionamento de água em Bagé | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Sanga Rasa atingiu 7 metros negativos / Foto: Tamile Padilha/Especial JM

A baixa ocorrência de chuvas em Bagé tem acendido o alerta das autoridades responsáveis pelo abastecimento de água no município. Em reunião realizada nesta semana, técnicos do Departamento de Água, Arroios e Esgoto de Bagé (Daeb) avaliaram o cenário atual da estiagem e destacaram a redução significativa nos níveis dos reservatórios.

De acordo com dados da Estação de Tratamento de Água (ETA), o volume de precipitação registrado em março chegou a 69,1 milímetros, bem abaixo da média histórica do mês, que é de 109 milímetros. A falta de chuvas já impacta diretamente os mananciais: a Sanga Rasa atingiu 7 metros negativos, enquanto a barragem do Piraí opera com 3,15 metros abaixo do nível considerado normal.

O diretor do Daeb, Max Meinke, avaliou o primeiro mês de racionamento como desafiador, destacando dois fatores principais: a escassez de chuva e o baixo engajamento da população nas medidas de economia de água. Segundo ele, o consumo não apresentou a redução esperada, especialmente quando comparado a anos anteriores.

“Março foi um mês muito difícil. Já vínhamos de uma redução de chuvas em janeiro e fevereiro, e a situação se agravou. Além disso, percebemos que a adesão da população ao racionamento foi menor do que o necessário”, afirmou.

Para abril, a expectativa é de mudança no cenário climático, com a regularização das chuvas. No entanto, os primeiros dias do mês ainda não apresentam sinais positivos. “Esperamos uma virada, com chuvas dentro ou até um pouco acima da média, o que é essencial para recuperar os níveis dos reservatórios”, destacou o diretor.

Segundo Meinke, a situação da Sanga Rasa é considerada mais crítica, enquanto o sistema do Piraí apresenta maior estabilidade por contar com uma bacia de captação mais ampla, o que contribui para o fluxo de água até a barragem. “Diante do cenário, o Daeb pretende intensificar o diálogo com a comunidade e ampliar a divulgação de informações por meio da imprensa, reforçando a necessidade de colaboração da população”, disse. 

Entre as medidas já em vigor estão as restrições ao uso de água tratada para atividades como lavagem de veículos, calçadas e fachadas. O descumprimento pode resultar em advertência, multa e até suspensão do fornecimento.

O Daeb reforça que atitudes simples no dia a dia podem fazer a diferença, como reduzir o tempo de banho, evitar deixar torneiras abertas e adotar práticas de economia durante tarefas domésticas. “A estiagem recorrente preocupa. Nos últimos sete anos, Bagé enfrentou seis períodos de racionamento, evidenciando a necessidade de uso consciente da água e de ações coletivas para enfrentar os efeitos da escassez hídrica”, salientou o diretor.

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