Cidade
Grupo Aliança Bagé cobra soluções concretas para problemas históricos
por Viviane Becker
A Associação Comercial e Industrial de Bagé (ACIBa) realizou, na terça-feira, 31, a primeira edição do ano de 2026 do tradicional encontro “Ideias à Mesa”. O evento promoveu um importante espaço de diálogo entre o poder público e o setor empresarial, destacando a força da representatividade e da união das entidades de classe.
O almoço contou com a presença do prefeito Luiz Fernando Mainardi e reforçou o papel fundamental das entidades na construção coletiva de soluções para o desenvolvimento de Bagé.
Um dos momentos mais significativos foi a atuação unificada das entidades que compõem o Grupo Aliança Bagé, formada pela ACIBa, Conselho Bageense da Mulher Empresária, (Cobame), Nucleo de Engenheiros e Arquitetos de Bagé (NEAB), Associação de Turismo e Cultura de Bagé (Apatur), Câmara de Dirigentes Lojistas de Bagé CDL, Sindicato do Comércio Varejista de Bagé(Sindilojas) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Subseção Bagé).
De forma conjunta e organizada, as entidades entregaram ao prefeito um documento com pautas prioritárias para o município. Entre os temas centrais estão situações recorrentes que vêm impactando diretamente o desenvolvimento econômico, urbano e turístico de Bagé há anos.
Um dos pontos questionados foi a proliferação de vendedores ambulantes (fixos) e carros-lanches. A alegação é de que há vários anos, o comércio formal de Bagé convive com o crescimento desregulado de vendedores ambulantes (camelôs) e de carros-lanches/trailers instalados em pontos estratégicos da cidade, especialmente no centro e em áreas de grande circulação. De acordo com as entidades, essa proliferação gera concorrência desleal com as lojas físicas, que arcam com altos custos de aluguel, impostos, folha de pagamento, segurança e adequação às normas sanitárias e fiscais. O problema se arrasta por décadas e segue como uma das principais demandas da classe empresarial.
Outra abordagem foi o tombamento arquitetônico do centro de Bagé. Embora o tombamento tenha o objetivo de preservar a história e a identidade da “Rainha da Fronteira”, os empresários alegam que, na prática, cria um “engessamento” excessivo para proprietários e investidores. As entidades da Aliança Bagé defendem uma aplicação mais flexível e inteligente do tombamento, que favoreçam o desenvolvimento.
Mainardi defendeu uma estratégia de desenvolvimento baseada no fortalecimento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico, destacando projetos e iniciativas que considera estruturantes para o futuro do município.
O prefeito também reforçou a importância de obras de grande impacto para o desenvolvimento do município, entre elas a barragem da Arvorezinha, destacada pelo prefeito como uma iniciativa estratégica para o futuro de Bagé e que segue avançando dentro do cronograma previsto.

