Cidade
Reajustes no piso do magistério mobilizam municípios da região
por Jaqueline Muza
Os municípios de Bagé, Hulha Negra e Candiota estão adotando medidas para atualizar o piso salarial dos profissionais do magistério, com propostas e leis que buscam adequação à legislação nacional e valorização da categoria.
Em Bagé, a Câmara aprovou a proposta apresentada pelo governo, que concede reajuste de 5,40% no piso do magistério é um dos destaques da pauta. O projeto apresentado pelo governo tem efeitos retroativos a contar de 1º de janeiro de 2026, mas estabelece que as diferenças remuneratórias serão pagas aos servidores beneficiados na forma, condições e prazos estabelecidos por ato do ooder Executivo, observada a disponibilidade orçamentária e financeira do município.
Na justificativa, o Executivo destaca que a medida tem como objetivo regularizar o pagamento retroativo e definir a forma de quitação das diferenças pendentes. Segundo o prefeito, a adequação “vem beneficiar os professores do município”, garantindo que o reajuste seja considerado desde o início do ano.
Já em Hulha Negra, o reajuste foi formalizado por meio da Lei Complementar 180 de 2026. A legislação autoriza o aumento de 4,26%, com base na inflação medida pelo IPCA-E nos últimos 12 meses, além de um ganho real de 1,14% aos profissionais do magistério. Com isso, o piso passa a ser de R$ 5.130,63 para 40 horas semanais, com efeitos retroativos a janeiro de 2026. A lei foi aprovada pela Câmara Municipal, sancionada pelo Executivo e já está sendo paga pelo município.
Em Candiota, a administração municipal também encaminhou proposta de reajuste salarial ao funcionalismo público. O prefeito Luiz Carlos Folador, acompanhado do vice-prefeito Marcelo Gregório e secretários, entregou à Câmara de Vereadores projetos de lei que preveem aumento de 10% aos servidores. A medida inclui os profissionais da educação, sendo que, conforme informações da gestão, o município já pratica remuneração acima do piso nacional para os professores.
Aceguá, conforme o secretário de Educação, Julio Cesár Monteiro, já paga o piso do magistério e vai continuar pagando neste ano.

