Esportes
Totonho Padilha retorna ao Bagé para comandar sub-17 com possibilidades de jogar estadual
por Yuri Cougo Dias
O treinador Totonho Padilha está de volta ao Grêmio Esportivo Bagé para assumir o comando da categoria sub-17. O retorno ocorre em um momento simbólico da carreira: em 2026, ele completa 30 anos de trabalho dedicados às categorias de base, experiência que pretende colocar a serviço do clube alvirrubro na formação de novos atletas e na retomada de protagonismo.
“Estou muito satisfeito. Graças a Deus, me sinto forte para trabalhar. Já não sou mais um gurizinho, mas me sinto preparado”, afirmou. Segundo ele, a trajetória acumulada desde 1996, é um dos pilares do novo desafio. “Levo comigo 30 anos de trabalho de base, além da experiência como jogador profissional e também depois, no futebol amador”, completou.
O vínculo com o Bagé é antigo. Totonho relembra que chegou ao clube ainda adolescente e construiu parte significativa de sua história na Pedra Moura, tanto na base quanto no profissional, onde teve quatro passagens. “É a casa onde tudo começou. Cheguei aqui com 14, 15 anos. Voltar agora é uma satisfação enorme, com o intuito de ajudar o Bagé a crescer ainda mais”, destacou.
O acerto para o retorno ocorreu após conversas com integrantes da diretoria, como Eduardo Mendes, Rafael Alcalde e o presidente Filipe Delabary. “Foi um acerto fácil. Eles conhecem a minha história e eu manifestei a vontade de voltar para trabalhar na base do Bagé”, explicou.
À frente do sub-17, Totonho também deve coordenar atletas mais jovens, integrando categorias próximas, como sub-15. A proposta é potencializar o desenvolvimento técnico e competitivo dos jogadores, sem abrir mão da busca por resultados. “Eu trabalho sempre em busca da vitória. Existe cobrança, ainda mais vestindo a camisa do Bagé. Os meninos precisam entender o peso disso e aproveitar as oportunidades”, pontuou.
O calendário da base promete ser intenso ao longo da temporada. Entre as competições previstas estão a Copa Zona Sul, torneios regionais e tradicionais competições de verão, como Teutônia e Taquari. Além disso, existe a possibilidade de participação no Campeonato Gaúcho A-2 Sub-17, o que pode proporcionar clássicos, como um eventual Ba-Gua.
“A gente tem um calendário grande. Vai ter Zona Sul, competições em Santa Maria e, quem sabe, o estadual. Para formar jogador, precisa jogar e competir”, ressaltou. Ele ainda destacou a necessidade de estrutura para disputas mais exigentes. “Competições estaduais exigem organização maior, inclusive com atletas de fora, alojamento e suporte, mas estamos conversando para viabilizar isso”, contextualiza.
Motivado por resultados recentes, como o vice-campeonato da Copa Ventos do Sul, em Rio Grande, Totonho acredita que segue competitivo na formação de equipes. “Quis provar para mim mesmo que ainda estava apto a conquistar coisas a nível estadual. Esse vice-campeonato me deu ainda mais confiança”, afirmou.
Além do desempenho em campo, o treinador reforça o papel formador da base, com foco na revelação de atletas para o profissional. “A ideia é revelar jogadores para o time principal. Esse é o sonho deles e também foi o meu. Quero ajudar para que outros tenham essa oportunidade”, disse.

