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Saúde

Coordenadora do Curso de Psicologia da Urcamp participa do 2º Seminário Conhecendo o Autismo

>>>Sílvia Vargas abordou o tema: “A ciência da invisibilidade”

Em 01/05/2026 às 16:50h
Viviane Becker

por Viviane Becker

Coordenadora do Curso de Psicologia da Urcamp participa do 2º Seminário Conhecendo o Autismo | Saúde | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Na manhã da terça-feira, dia 28, a Câmara de Vereadores de Bagé promoveu o 2º Seminário “Conhecendo o Autismo”, reunindo profissionais de diferentes áreas para debater o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco na inclusão, no acesso a direitos e no fortalecimento das políticas públicas. O encontro que teve transmissão ao vivo, abordou dados recentes, desafios enfrentados por famílias e a necessidade de políticas públicas mais eficazes, com destaque para o tema “O Autismo que Não Se Vê”.

Entre as palestrantes esteve a psicóloga, professora da Urcamp e coordenadora do curso de Psicologia, Silvia Vargas. Durante a explanação, Silvia chamou atenção para o autismo de Nível 1 de suporte e os diagnósticos tardios, considerados hoje um dos maiores desafios da saúde pública. Segundo ela, trata-se de uma condição muitas vezes invisível aos sistemas de atendimento, embora esteja presente na vida de milhares de famílias brasileiras.

A professora apresentou dados do Mapa Autismo Brasil (MAB) 2026, levantamento coordenado pelo Instituto Autismos com mais de 23 mil participantes em todo o país. O estudo revela que 53,7% das pessoas autistas estão no Nível 1 de suporte, enquanto 33,7% estão no Nível 2 e 12,6% no Nível 3. A maioria dos diagnósticos ainda ocorre na rede privada (55,2%), evidenciando desigualdades no acesso ao atendimento, já que apenas 20,4% são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro ponto destacado foi a sobrecarga das famílias, especialmente das mães. Conforme os dados apresentados, 92,4% dos cuidadores são mulheres, e cerca de 30% delas deixam o mercado de trabalho para se dedicar integralmente ao cuidado dos filhos. “Vivemos um fenômeno de feminização do cuidado, que acaba isolando essas mulheres e impactando diretamente sua saúde mental e financeira”, ressaltou Silvia.

A palestra também evidenciou gargalos no sistema público de saúde. Apenas 15,5% das pessoas autistas conseguem realizar terapias completas pelo SUS, enquanto grande parte das famílias enfrenta dificuldades para custear tratamentos especializados. Além disso, cerca de 40% dos alunos autistas não recebem apoio adaptado no ambiente escolar.

 

Silvia Vargas abordou ainda o debate recente sobre o aumento dos diagnósticos de autismo. Segundo ela, a ideia de uma “epidemia” não encontra respaldo científico. “O que existe é maior conscientização e ampliação dos critérios diagnósticos. O autismo é uma condição neurobiológica e permanente, não causada por fatores como o uso de telas”, explicou.

 

Diagnóstico precoce

Um dos principais pontos da palestra foi a defesa do diagnóstico precoce. A professora destacou estudos que apontam a possibilidade de identificar sinais de risco ainda nos primeiros meses de vida, por meio da observação dos chamados “Movimentos Gerais” dos bebês. Essa abordagem permite intervenções mais rápidas, aproveitando as chamadas janelas de plasticidade cerebral — períodos em que o cérebro tem maior capacidade de adaptação.

“Quanto mais cedo identificamos e intervimos, maiores são as chances de neurodesenvolvimento da criança e menor o impacto para as famílias”, afirmou. Ela destacou que a necessidade imposta pelo modelo diagnóstico vigente, que ocorre mais tarde, compromete oportunidades importantes no desenvolvimento infantil.

Encerrando a palestra, Silvia reforçou a importância de uma psicologia comprometida com a realidade social. “Nada sobre nós, sem nós. Precisamos de uma atuação que vá além das quatro paredes e enxergue o invisível. O diagnóstico deve ser uma ferramenta de emancipação, não apenas de rotulação”, concluiu.

O evento integrou as ações do mês de conscientização sobre o autismo e reuniu profissionais, estudantes e comunidade, promovendo reflexão sobre inclusão, acesso a direitos e a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à população autista.

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