Cidade
Prefeitos da região pedem auditoria e intervenção na Santa Casa de Caridade de Bagé
Nota conjunta foi encaminhada ao Ministério da Saúde e à Secretaria Estadual da Saúde diante da crise enfrentada pelo maior hospital da região
por Redação JM
Os prefeitos dos municípios que integram a 7ª Coordenadoria Regional (7ª CRS) de Saúde do Rio Grande do Sul encaminharam uma nota conjunta ao Ministério da Saúde do Governo Federal e à Secretaria Estadual da Saúde solicitando uma auditoria completa e intervenção imediata na Santa Casa de Caridade de Bagé.
O documento é assinado pelos prefeitos de Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul. Na manifestação, os gestores afirmam estar “preocupados e consternados” com a situação crítica do hospital, considerado o maior da região, e alertam para o risco de colapso dos serviços essenciais prestados à população.
O pedido foi endereçado ao ministro da Saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, e à secretária estadual da Saúde, Lisiane Wasem Fagundes. À União, os prefeitos solicitam a realização de uma auditoria completa na gestão da Santa Casa, com o objetivo de garantir transparência sobre os recursos empregados no hospital. Ao Governo do Estado, é requerida a intervenção imediata na instituição, considerando suas obrigações contratuais e constitucionais.
Na nota, os prefeitos mencionam a Ação Civil Pública nº 5151774-22.2026.8.21.0001/RS como base para a solicitação. O texto destaca que os municípios têm responsabilidade constitucional sobre a Atenção Básica, mas que a crise da Santa Casa envolve serviços hospitalares essenciais para toda a rede regional de saúde.
Assinam a manifestação Marcus Peti, prefeito de Aceguá; Luiz Fernando Mainardi, prefeito de Bagé; Luiz Carlos Folador, prefeito de Candiota; Diego da Rosa Cruz, o Guiga, prefeito de Dom Pedrito; Fernando Campani, prefeito de Hulha Negra; e Renan Delabary, prefeito de Lavras do Sul.
A Santa Casa de Caridade de Bagé é referência regional e atende pacientes de diversos municípios da Campanha. Para os prefeitos, a gravidade da situação exige medidas urgentes dos governos federal e estadual, tanto para esclarecer a gestão dos recursos quanto para assegurar a continuidade dos atendimentos à população.

