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Saúde

Atendimento urológico na adolescência: prevenção que define a saúde adulta

Em 27/06/2026 às 06:02h
Viviane Becker

por Viviane Becker

Atendimento urológico na adolescência: prevenção que define a saúde adulta | Saúde | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Urologista Dr. Sérgio Henriques sugere que a primeira consulta ocorra entre os 12 e 13 anos

A adolescência é marcada por mudanças intensas no corpo e nas emoções. Mesmo assim, a saúde urológica dos meninos continua sendo um tabu. Especialistas alertam: adolescentes do sexo masculino vão ao médico com frequência até 18 vezes menor que as meninas na mesma faixa etária. O resultado são diagnósticos tardios de problemas que seriam simples de resolver no início.

O erro mais comum é esperar a dor aparecer  

Segundo o urologista Dr. Sérgio Henriques, muitos jovens só procuram ajuda quando já existe desconforto avançado. “O ideal é que o cuidado com a saúde masculina comece na infância e se fortaleça na adolescência”, afirma. A consulta preventiva identifica alterações antes que virem complicações para a vida adulta.

Principais condições que o urologista avalia na adolescência:

•  Varicocele: Dilatação de veias no testículo. Afeta 15-20% dos adolescentes e é causa comum de infertilidade futura. Geralmente não dói no início.

•  Fimose: Quando não resolvida na infância, pode causar infecções e dor nas ereções.

•  Torção testicular: Emergência médica. Causa dor intensa e precisa de cirurgia em até 6 horas para preservar o testículo.

•  Infecções urinárias e alterações hormonais: Avaliação do desenvolvimento puberal e do crescimento genital.

•  Orientação: Higiene íntima, prevenção de ISTs, uso de camisinha e dúvidas sobre sexualidade.

Sinais que não podem ser ignorados  

Pais e adolescentes devem procurar um urologista imediatamente se houver:

1.  Dor ou sensação de peso no saco escrotal

2.  Caroço, nódulo ou diferença de tamanho entre os testículos

3.  Inchaço ou vermelhidão na região genital

4.  Ardor ou dificuldade para urinar

5.  Curvatura acentuada do pênis ou dor na ereção

6.  Ausência de desenvolvimento testicular/peniano aos 14-15 anos

O papel da família: normalizar o cuidado  

A Sociedade Brasileira de Urologia reforça que criar o hábito da prevenção depende dos responsáveis. Levar o filho ao urologista antes dos problemas aparecerem transforma a consulta em check-up de rotina, não em “algo deu errado”. O indicado é a primeira visita por volta dos 12 anos, com retorno anual se não houver queixas.

Incentivar o diálogo aberto sobre o corpo derruba o constrangimento. Assim como meninas têm a ginecologista, meninos precisam ter o urologista como o “médico do homem”.

Cuidar da saúde urológica na adolescência não é exagero. É garantir autoestima, fertilidade e qualidade de vida para toda a fase adulta.

 

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