Segurança
Três réus vão a júri popular pelo homicídio de Gabriel Marques Cavalheiro
por Miquéli Romero
O Tribunal do Júri de São Gabriel inicia na próxima segunda-feira (29) o julgamento de três homens denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelo homicídio de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos. A sessão tem previsão de duração entre três e quatro dias,
Os réus respondem por homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação será conduzida pelos promotores de Justiça Maria Fernanda Rabelo, Karine Teixeira e Eugênio Paes Amorim.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Gabriel foi abordado pelos acusados, que à época eram policiais militares em serviço, na noite de 12 de agosto de 2022, após uma ocorrência de perturbação em via pública. Conforme a investigação, o jovem teria sido agredido e colocado em uma viatura, sendo visto com vida pela última vez naquele momento.
O corpo de Gabriel foi localizado no dia 19 de agosto de 2022, em um açude na localidade de Lava Pé, em São Gabriel.
Durante o julgamento, deverão ser ouvidas cinco testemunhas de acusação e cinco testemunhas indicadas por cada um dos três réus, totalizando 20 depoimentos. Na sequência, os denunciados serão interrogados antes dos debates entre acusação e defesa.
Em nota, o Ministério Público afirma que o conjunto de provas reunido ao longo da investigação sustenta a denúncia e que buscará a responsabilização dos acusados perante o Tribunal do Júri.
A promotora de Justiça Maria Fernanda Rabelo destacou que o julgamento possui relevância para toda a sociedade e afirmou que a acusação foi construída com base nas provas produzidas durante a instrução do processo. Já a promotora Karine Teixeira ressaltou que o caso é aguardado pela família da vítima e pela sociedade gaúcha. O promotor Eugênio Paes Amorim afirmou que o Ministério Público atuará na defesa da vida e da responsabilização dos envolvidos, conforme prevê a denúncia.
Em outubro de 2025, o comandante-geral da Brigada Militar reconheceu os três denunciados como incapazes de permanecer na corporação. A decisão foi encaminhada ao governador do Estado.

