Cidade
Projeto que prevê ampliação do Complexo Militão passa por ajustes
por Jaqueline Muza
O projeto Brasil em Campo, do Ministério da Cidadania, que prevê a ampliação da estrutura do Complexo Militão, com a construção, em um terreno de dois hectares, de nova quadra poliesportiva, campo de futebol, pista de atletismo, bocha paralímpica, vôlei de praia, vestiário, área de convívio e alimentação foi suspenso, temporariamente, pelo Governo Federal. Conforme o secretário de Gestão, Planejamento e Captação de Recursos, Ronaldo Hoesel, o Ministério está realizando alguns ajustes no projeto e, por enquanto, aguarda a tramitação.
O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para implantação do projeto foi assinado em fevereiro, em Bagé, com a presença do ministro de Cidadania, Onyx Lorenzoni, permitindo, desta forma, que os municípios de Bagé, Rio Grande e Quaraí possam receber unidades do Brasil em Campo. O investimento para a construção das novas estrutura pode chegar a R$ 1,2 milhão, sendo realizado por meio de emendas parlamentares.
Conforme o secretário de Juventude Esporte e Lazer, Rafael Fuca, a pasta aguarda liberação federal para dar andamento ao projeto. Ele explica que o município cede a área que deve ser entregue com a terraplenagem finalizada, cercado e iluminado, mas, para isso, é necessário o prosseguimento do processo que ainda está parado.
Caso seja liberado o governo federal, é firmado um contrato de cinco anos. Ao fim, a União fará a inspeção e a análise. Se a estrutura estiver em perfeito estado de conservação, todo o equipamento público e a gestão são transferidos para o município que, a partir daí, ficará encarregado de definir como as atividades serão desenvolvidas no dia a dia.
O projeto Brasil em Campo foi lançado em novembro de 2020, pelo Ministério da Cidadania, e tem como propósito a construção de complexos esportivos. O objetivo do projeto é democratizar o acesso a equipamentos de qualidade, estimulando a prática de atividades físicas, e potencializar a geração de empregos e renda, por meio de parcerias público-privada. Já que o complexo fica a cargo da gestão local e de empresas interessadas em explorar o espaço, os equipamentos serão compartilhados com turnos escolares de segunda-feira a sábado.

