Cidade
Consumidores relatam contaminação em molho de tomate
por Alana Portella Gonçalves
A presença de um material estranho dentro de embalagens de molho de tomate da marca Fugini foi notificada para a redação do Jornal MINUANO através de uma estudante de 23 anos, em Bagé, nesta semana. Além da Rainha da Fronteira, mais cinco cidades gaúchas tiveram ocorrências registradas.
Segundo a jovem, a escolha pela marca de molho de tomates se dá pelo fato de ser mais em conta. Porém, na quarta-feira, 11, após abrir o produto, percebeu a dificuldade na saída do molho ao cortar a ponta do sachê. Ao abrir toda embalagem, a estudante identificou diversos pedaços de mofo. “Tive que pôr toda comida fora, porque não iria comer sabendo que tinha aquelas coisas dentro. E quantas vezes eu já comi aquele molho de tomate podendo estar intoxicado?”, questiona.
Ao entrar em contato com o supermercado onde efetuou a compra, a jovem descreve que houve prontidão do subgerente, que disponibilizou o reembolso do produto ou a troca por outro item das prateleiras.
Conforme o Coordenador da Vigilância Sanitária de Bagé, Geraldo Gomes, nesses casos o aconselhável é procurar o supermercado, para entrar em contato com a empresa. A Coordenadora do Procon, Magda Maraschin, reafirma que se o consumidor conseguir comprovar com parte do extrato mofado dentro da embalagem, tem direito de troca, após apresentar a nota fiscal ou o cupom fiscal da compra.
O que são os bolores?
A Fugini se manifestou nas redes sociais, informando que o material encontrado pelos consumidores seriam fungos, formados dentro de embalagens que teriam microperfurações. “Eventualmente podem ocorrer micro furos ou fissuras nas embalagens pelo manuseio incorreto no transporte e/ou armazenamento, imperceptíveis a olho nu, que não causam vazamentos por serem muito pequenininhos. Com o micro furo pode acontecer a contaminação do produto pelo ar do meio ambiente, permitindo o desenvolvimento de microorganismos, e consequentemente o surgimento do bolor”, ressalta a empresa nas mídias.
A fabricante ainda destaca que por não conter conservantes, a contaminação pode ocorrer também após a abertura da embalagem, no armazenamento e/ou período muito longo na geladeira, lembrando que após aberto, o produto deverá ser consumido em até um dia. A nota da empresa também apresenta orientações para o consumidor, observando que o produto não deve ser consumido em caso de qualquer tipo de contaminação, recomendando, ainda, entrar em contato com o SAC da Fugini para direcionamentos.

